As datas das apresentações da F1 aproximam-se a passos largos e a expetativa sobre os novos carros cresce a cada dia. Mas Toto Wolff achou por bem colocar alguma água na fervura e usar um discurso realista para o que espera do W14, o novo carro da Mercedes.
Segundo o chefe da Mercedes, apesar da confiança no trabalho feito na resolução dos problemas que afetaram o W13, é preciso ter em conta que a diferença para a Red Bull foi significativa e recuperar essa diferença não será fácil:
“Penso que compreendemos como caímos para trás, onde estão as deficiências, e onde temos lacunas na compreensão”, explicou Wolff. “Estamos a trabalhar arduamente para apresentar um carro sem esses problemas. Mas só veremos quando começarmos a testar se conseguimos desbloquear o potencial que acreditamos ter sempre estado no carro. Não temos dúvidas, quando se começa com meio segundo de atraso, vai ser difícil alcançar organizações tão grandes como a Red Bull, ou a Ferrari. Agora, tendo dito isto, estamos super determinados em fazer exatamente isso. Mas precisamos de estabelecer as nossas expetativas a um nível realista. Se a nossa performance estiver como esperamos, então apontamos para a frente das corridas”, acrescentou ele. “Penso que isso seria um ponto de partida. Mas não tomamos isso como garantido. Pode muito bem ser que os intervalos se mantenham como estavam no final da época passada. Penso que ainda há tanto potencial no nosso carro, dentro do conceito, da forma como pilotamos o carro, etc., que o nosso desenvolvimento possa ser mais acentuado nos meses vindouros”.












