O sucesso das corridas de F1 é claro e um dos sinais inegáveis desse sucesso são as bancadas cheias. Silverstone tem esgotado a venda de bilhetes e pretende esticar o fim de semana com atividades a começar na quinta-feira.
Stuart Pringle confirmou que estão a ser feitos esforços para dar mais um dia de espetáculo aos fãs e que está a tentar convencer a FIA e a F1 a dar mais um dia de espetáculo:
“Estamos a tentar prolongar o fim-de-semana”, disse Pringle. “Estou a trabalhar arduamente na Fórmula 1. Creio que eles precisam mudar o formato do fim-de-semana. Eles dizem: ´é a FIA , eles têm de fazer o teste dos sistemas e outras coisas” – bem, faça-os um dia antes. Vamos fazer algumas coisas na quinta-feira. Há muitas pessoas que querem vir ver e três dias não é realmente suficiente. Vamos fazer a melhor parte de uma semana de festival. As pessoas aparecem em Silverstone numa terça-feira e montam a tenda, e pronto, estão dentro”.
Se esta ideia é exequível, apenas a FIA e a F1 o poderão dizer, mas é improvável que, com o esforço que foi feito para reduzir os dias de atividade de quatro para três, haja vontade de abrir uma exceção para Silverstone, algo que outros circuitos certamente quererão. Até porque a grande motivação desta ideia é simples: o lucro, algo que Pringle admitiu, aproveitando para dar uma “bicada” a Bernie Ecclestone:
“É um dado adquirido que se vai vender no domingo”, disse Pringle. “Chegámos a esgotar o sábado há alguns anos, e agora a sexta-feira também está quase a esgotar. É aí que está o seu lucro. E se não tivermos lucro – Sr. Ecclestone – não se pode reinvestir na infraestrutura. Silverstone tem alguns problemas, porque o BRDC [British Racing Drivers’ Club] foi incapaz de lucrar com o Grande Prémio durante 40 anos. Agora, tenho o prazer de dizer que os proprietários da F1 têm uma visão sensata de que não é do seu interesse esmagar o promotor, e reconhecem que o BRDC investe todo o seu dinheiro de volta nas instalações.”
Esta provocação vem do tempo em que Bernie estava à frente da F1 e Silverstone esteve quase para deixar o calendário, uma ameaça que se manteve até perto de 2020, mas que agora parece apenas uma recordação, com o dinheiro que a infraestrutura ganhou com as últimas provas.










