A Fórmula 1 tem feito uns podcasts muito interessantes, que pode ouvir na íntegra no fim do texto, em que especialistas explicam determinadas situações relativas à modalidade. Desta vez, explicam porque os pilotos de F2 precisam mesmo de pescoços fortes…
Dia do braço? Dia de pernas? Quando as estrelas da F1 vão para o ginásio, é sempre “dia do pescoço”.
Numa curva a alta velocidade, as forças gravitacionais que os pilotos experimentam podem fazer com que as suas cabeças com capacete pesem até cinco vezes mais do que o normal.
É necessário um pescoço super-resistente para conseguir aguentar essas forças durante a distância de um Grande Prémio. No entanto, há outra razão pela qual estes músculos são tão vitais: a visão.
Antti Kontsas, Diretor de Desempenho para o Desporto Automóvel na Hintsa Performance e antigo treinador de Sebastian Vettel, explica bem isso: “A verdadeira razão pela qual o pescoço é tão importante é o facto de precisarmos de ver para onde estamos a ir. É tudo uma questão de precisão. Estamos a falar de centésimos e décimos de segundo. Se não virmos exatamente para onde vamos e não conseguirmos ‘navegar’ bem na pista, não há hipótese de ganharmos aquele centésimo ou décimo extra que nos falta.
“Quando começamos a olhar para a câmara do capacete, vemos a quantidade de movimento da cabeça que existe e como é difícil atingir os vértices na perfeição. Quanto mais estável for a cabeça, melhor é a informação que o cérebro recebe, e isso pode orientar as decisões quando se guia nas pistas.”
Um corpo magro e um pescoço grosso e musculado é o que os pilotos precisam na pista, mas pode causar-lhes problemas quando compram roupa: “Torna-se muito aborrecido quando se vai comprar um fato”, disse o antigo piloto de F1 Alexander Rossi, que fez sete Grandes Prémios pela equipa Marussia em 2015. “As pessoas olham para nós e dizem: ‘oh, tens um pescoço tamanho 15’. Não, senhor, eu sou um 18. Mede-o. Desafio-te”. CLIQUE AQUI PARA OUVIR O PODCAST NA ÍNTEGRA











