Ross Brawn não tem dúvidas sobre quem deve ser o piloto do ano na F1. Lewis Hamilton, que se tronou heptacampeão do mundo, é a sua escolha.
Brawn considerou que a capacidade de Hamilton vencer corridas que não estava particularmente ao seu alcance, além de ter igualado uma marca que se pensava nunca mais iria ser atingida são alguns dos argumentos usados para justifica a sua escolha:
“Penso que o piloto do ano tem de ser Lewis, e digo que tem de ser no sentido de que ele estabeleceu uma nova referência em termos de campeonatos mundiais”, disse Brawn “Penso que é muito fácil para as pessoas assumirem que ele tinha o melhor carro. É um exercício fácil e está longe de ser o caso. Ele ganhou corridas que não deveria ter ganho. Se pensarmos na Turquia, provavelmente a corrida mais difícil do ano, e ele fez a corrida calmamente até que a oportunidade chegou e lá estava no lugar certo, à hora certa e ganhou a corrida. Acabou por aprovar o que já sabíamos, que ele é um piloto verdadeiramente excecional. Definitivamente ao nível de Schumacher e do Senna”.
Brawn ficou também particularmente impressionado com Max Verstappen da Red Bull, que conseguiu duas vitórias para conquistar o terceiro lugar no campeonato.
“Achei que Max amadureceu muito bem este ano, se pensarmos no Max de há uns anos atrás”, acrescentou Brawn. “Este ano ele teve bastante azar. Houve um par de vezes em que o carro não teve a performance desejada… e ele foi apanhado em acidentes que não foram culpa sua e ficamos privados de ver algumas grandes corridas dele. Mas estou otimista com o grupo de pilotos que temos, e vamos ter grandes corridas no futuro, particularmente quando melhorarmos os carros e a competitividade das equipas. Temos uma grande colheita de pilotos e penso que ficámos todos muito entusiasmados com a entrada de George Russell na Mercedes. Foi uma história de fadas que não terminou como ele gostaria, mas não creio que nos vamos esquecer disso. Tivemos algumas grandes histórias este ano”.










