Não tem sido um ano muito positivo para a FIA. As polémicas e os erros sucedem-se e ao invés de vermos passos no rumo certo, vemos apenas a FIA a tentar mudar tudo e mais alguma coisa. Romain Grosjean disse que a FIA está a complicar a sua tarefa e pode ter razão.
São demasiados erros, complicações e incongruências da FIA nesta época 2022 de F1. A cada incidente ou erro, parte-se para uma busca desenfreada por soluções, raramente simples, mudando-se à medida que as complicações vão chegando. O incidente de Fernando Alonso e da sua penalização revertida é apenas mais um episódio de uma saga que se arrasta por demasiado tempo. Grosjean afirmou que é preciso simplificar:
“Ao querer fazer demasiado bem, penso que a FIA está a complicar desnecessariamente a sua tarefa e a encontrar-se em cada vez mais em situações insustentáveis”, disse o piloto da Indycar e ex-piloto de F1, ao L’Equipe. “Primeiro houve a grua em Suzuka, onde em vez de dizerem apenas ‘Cometemos um erro’, inventaram todo um procedimento ultra-complexo que não vai tornar as decisões mais simples. Têm também estado a insistir neste assunto das jóias, quando a única pele não queimada na minha mão esquerda foi precisamente preservada pela minha aliança de casamento. Portanto, foi apenas mais uma luta inútil”, acrescentou Grosjean.
É tempo da FIA pegar nos regulamentos e rever tudo, de forma a podermos ter menos zonas cinzentas e termos regulamentos adequados à realidade. Não é uma tarefa fácil, mas nada no desporto motorizado é fácil, especialmente na F1. É preciso estabilidade, são necessárias decisões claras e objetivas. É preciso perder o medo de admitir que houve um erro e que se vai aprender desse erro. A postura da FIA não tem sido a melhor e é tempo de pensar de forma séria nesta questão, correndo-se o risco de descredibilizar o desporto que vive uma fase de popularidade impensável há cinco anos.












