Ross Brawn revelou que os responsáveis da Fórmula 1 estão a trabalhar para acabar com o atual sistema de penalizações na grelha, devido ao facto do sistema ser demasiado complicado para os adeptos. Basta comparar os registos feitos em pista com a posição em que largaram os pilotos no passado GP da Bélgica de F1 para perceber que se foi longe demais, e embora tenha que haver alguma restrição, sob pena dos custos subirem ainda mais, os responsáveis das equipas e a Liberty sentem que há algo a fazer.
Desde que existe a obrigatoriedade de fazer ‘durar’ certos componentes um determinado número de Grandes Prémios que é lógica a existência de penalizações para quem não cumprir, pois se fosse possível, numa disciplina em que a mecânica tem que ser levada aos limites, as equipas tudo fariam para que os carros andassem o mais depressa possível sem olhar a meios. Muito provavelmente, as equipas da frente teriam um motor novo a cada corrida, e isso como se percebe é totalmente incomportável hoje em dia em termos de custos.
“Os adeptos percebem um carro ter um problema mecânico e ficar pelo caminho mas não entendem ver o seu pilotos preferido (ou outro qualquer) ter que partir da cauda da grelha porque mudou de motor entre corridas. Temos que encontrar uma solução para isso, que seja através doutra forma qualquer de penalização ou simplesmente retirar essa penalização” disse Brawn, que sabe bem que este problema não tem solução fácil.
Os chefes de equipas e a Liberty Media estão a ponderar penalizações na pontuação dos Construtores, ou por exemplo impedir evoluções (os tokens de evolução dos motores agora são livres, um forma seria colocá-los em standy by como penalização). Basicamente a ideia é impedir que as corridas ou mesmo os campeonato sejam decididos devido a este tipo de penalizações. Por exemplo, este ano é bem possível que lá mais para a frente isto afete a luta pelo título e chegar a uma decisão e ver um piloto candidato a partir lá de trás não é bom para a F1. Alguém pode dizer, regras são regras. Pois são, mas ninguém devia fazer regras que podem piorar a qualidade do ‘seu ‘ espetáculo…
Por outro lado, pondera-se também o fim do DRS, embora aqui as opiniões se dividam. o DRS é uma forma artificial de criar mais emoção em pista, mas, mais uma vez, tratou-se apenas de fazer uma regra porque outras regras, as da aerodinâmica, levam a que os monolugares não consigam andar muito colados sem perder apoio. Lá está, criam-se regras para atenuar o efeito doutras regras. E que tal pensar na F1 como um todo… de uma vez por todas?









