A Alpha Tauri teve uma boa época em 2020 com um carro competitivo e uma dupla equilibrada que permitiu à equipa ser sexta, embora ficasse no ar potencial para mais.
Pierre Gasly e Daniil Kvyat partilham uma história muito semelhante de ascenção rápida e queda ainda mais rápida. Mas ao contrário do russo, Gasly teve força para se reerguer de tal forma que logo a seguir à despromoção, conquistou o seu primeiro pódio no Brasil. Kvyat saiu da F1, voltou, mas nunca convenceu verdadeiramente neste regresso e foi assim com alguma naturalidade que cedeu o seu lugar para mais uma promessa da Red Bull.
Yuki Tsunoda beneficiou do acordo entre a Red Bull e a Honda e o piloto da marca japonesa conseguiu assim uma vaga na F1. Teve momentos interessantes na F2 e conseguiu ser terceiro classificado em 2020, mas até há bem pouco tempo não era considerado opção para a F1. O jovem tem alguma falta de experiência mas tem sido elogiado pelos responsáveis de equipa por onde passou pelo que há alguma expetativa para entender o que é capaz Tsunoda.
Gasly foi considerado o quarto melhor piloto do mundo pela Autosport.com o que mostra bem a qualidade do seu trabalho na Alpha Tauri. A vitória em Monza foi o culminar de uma época em que foi colecionando bons resultados. Conseguiu recuperar do carrossel de emoções que foi 2019 e na época passada subiu um degrau e mostrou todo o seu potencial.
Nesta luta interna o favoritismo tem de ir todo para Gasly. Mais experiente, conhece melhor a equipa e com a motivação em alta, o francês é o “ponta de lança” da equipa. Tsunoda tem como missão aprender e aos poucos ganhar confiança. Nesta luta a aposta em Gasly é fácil de fazer.











