Depois da resposta da Pirelli às falhas dos pneus que vimos em Baku, serão impostas novas regras de fiscalização para garantir que as equipas cumprem com as janelas operacionais impostas pela Pirelli.
Sabemos que a F1 é uma espécie de jogo do rato e do gato em que as equipas procuram contornar as regras de forma a ganhar vantagem. No caso dos pneus o jogo é relativamente simples: a Pirelli estabelece uma janela operacional com valores mínimos que considera serem os ideais para garantir performance e acima de tudo a segurança da integridade dos pneus. No entanto quanto menor for a pressão dos pneus, mais área de contacto é garantida e por conseguinte maior aderência. Mas as pressões menores colocam a integridade do pneu, especialmente nas laterais – zona mais frágil dos pneus, sob um esforço superior o que pode levar a falhas. As equipas tentam “esconder” esse truque, aquecendo os pneus (aumentando a pressão) e assim passar nos controlos de pressão feitos.
Assim, com a Pirelli e a FIA a colocarem mais ênfase no controlo dos pneus, coloca-se nas equipas a maior parte da responsabilidade no que aconteceu em Baku, com as equipas a afirmar que cumpriram com o que foi estipulado… um cenário que não surpreende.
O que é certo é que a partir do GP de França teremos um controlo mais apertado. A FIA reforçou que é responsabilidade das equipas garantir que se cumprem os parâmetros exigidos pelo fornecedor, salientando no entanto que não tem meios para controlar durante a corrida. As equipas têm sistemas que permitem entender a pressão, mas não permitem à FIA a obtenção de dados rigorosos.
Assim, numa tentativa de confirmar que as equipas estão a manter a pressão dos pneus de uma forma satisfatória, os pneus serão agora verificados depois de terem ido para a pista. Os conjuntos serão selecionados aleatoriamente nas sessões de treino e qualificação, enquanto que cada conjunto de corrida será verificado depois de ter sido utilizado.
Os pneus que deverão ser submetidos a testes terão selos adicionados para garantir que as equipas não podem mudar as pressões antes das verificações. Se forem encontradas válvulas defeituosas ou descobertos outros problemas que conduzam a uma verificação insatisfatória, então será permitida uma nova verificação com reaquecimento. Estão também a ser introduzidas outras verificações com câmaras de infravermelhos para verificar as temperaturas dos pneus e garantir que as equipas não os sobreaqueçam nos seus cobertores, numa tentativa de aumentar as pressões antes das verificações prévias.
Onde anteriormente as equipas apenas tinham de cumprir as pressões mínimas de arranque dos pneus, agora a necessidade de passar as verificações pós-corrida significa que não poderão utilizar pneus consistentemente abaixo dos valores de orientação da Pirelli. Qualquer infração será reportada aos comissários.
Em 2022 deverão ser introduzidos sistemas de medição fornecidos pela FIA para monitorizar mais de perto este aspeto.











