A F2 é uma excelente escola para os jovens pilotos que pretendem subir à F1. Talvez a melhor escola. Mas o choque da F1 é inevitável, até para os melhores pilotos da F2. A exigência, o mediatismo, a envolvência… tudo muda. Mas George Russell apontou a mudança mais difícil de gerir.
O piloto britânico reconheceu que a parte técnica do desporto foi a que mais o espantou quando se mudou para a F1. A quantidade de dados que os pilotos têm de gerir é quase assustadora e é talvez essa a maior dificuldade que os jovens pilotos enfrentam:
“É definitivamente um grande passo em termos de velocidade”, disse Russell, citado pelo RacingNews365.com. “Mas acho que o maior choque para mim ao chegar à Fórmula 1 foi na parte técnica. Estamos a lidar com todos os dados à nossa frente, a compreender os pneus, a preparação dos pneus, a temperatura do ar, a temperatura da superfície, todas essas coisas de que não fazíamos ideia na Fórmula 2, porque a informação simplesmente não existia.”
“Tenho sentimentos mistos sobre a falta de dados na F2, se isso é uma coisa boa ou não”, acrescentou o piloto da Mercedes. “Mas acho que gostaria de ver os jovens pilotos a terem a hipótese de ter alguns dos sensores que temos na Fórmula 1 porque, sabemos que na Fórmula 1, um piloto pode ser meio segundo por volta mais rápido, puramente por ter os pneus na janela certa ou não. Na Fórmula 2, com um tempo de pista tão limitado, não diria que estamos necessariamente a adivinhar, mas não temos a oportunidade de aprender e saber exatamente o que é necessário para cada situação. Por isso, é certamente difícil para os pilotos de F2.”














