Charles Leclerc deu no passado fim de semana um forte sinal a Max Verstappen, ‘dizendo-lhe’ que o que precisava – aparentemente – já tem: um monolugar à altura para lutar na frente, e que este pode esperar de si muita luta, tal como se viu no Bahrein.
A luta que vimos entre Charles Leclerc e Max Verstappen foi fantástica, do neerlandês vimos o que já estamos habituados, tentar tudo o que é possível e por vezes, para lá disso – veja-se aquela travagem queimada numa das tentativas do piloto da Red Bull recuperar a posição. Isso é algo esperado de Verstappen, e também de Leclerc, já o tínhamos visto em 2019 fazê-lo. Menos em 2020 (especialmente) e 2021, porque o Ferrari não estava à altura do Mercedes e do Red Bull, mas agora parece estar.
Começámos o ano com uma luta épica pela vitória e ficou claro que Charles Leclerc deu um forte sinal a Max Verstappen: o monegasco ‘disse-lhe’ que não se atemoriza com a forma agressiva que Verstappen coloca em tudo o que faz em pista. A sua frase: “como já vimos no passado, o Max é um piloto agressivo, mas eu também sou”.
Como se sabe, Lewis Hamilton quase sempre preferiu uma abordagem muito mais cautelosa, até que como Toto Wolff diz no Drive to Survive 4: “é que é demais, chega…”, referindo-se ao que sucedeu em Silverstone 2021 entre Hamilton e Verstappen.
Recorde-se que Hamilton já disse recentemente que vai mudar a sua abordagem, para já ainda é cedo, pois não tem carro para lutar na frente, mas quando (e se) o tiver, talvez vejamos que Max Verstappen não está sozinho na sua forma de estar em pista.
Poderá ter como ‘companheiros de luta’, Charles Leclerc e Lewis Hamilton.
Por outro lado, é preciso esperar para ver se Carlos Sainz já é capaz de chegar a esta luta ou se por outro lado vai ficar com ‘asa’ de Leclerc.
É cedo, muito cedo para cogitações destas, estamos para já somente a antever o que pode suceder…
O que vimos no Bahrein entre Leclerc e Verstappen esteve na linha de muitas lutas Hamilton/Verstappen em 2021.
no Bahrein, Charles Leclerc foi extremamente inteligente em quase todas as situações, mesmo cedendo a passagem, preferindo olhar para o que ia acontecer a seguir.
Um exemplo? Quando foi passado na curva 1 e recuperou as posições fruto do DRS até à Curva 4. E mais, pois Leclerc chegou a admitir ao The Race que: “Com as três primeiras ultrapassagens, eu sabia que ele ia tentar, por isso não fiquei surpreendido. Aliás, esperava-o e, na verdade, queria-o. Porque eu sabia que se ele não me ultrapassasse ali, iria tentar ultrapassar-me até à Curva 4 com a DRS. Por isso, eu estava a travar de propósito muito cedo na Curva 1 para estar logo atrás na detecção do DRS e para lhe fazer o mesmo até à Curva 4”, disse Leclerc, algo que resultou sempre, pois a partir daí é muito mais difícil carros com andamentos semelhantes ultrapassarem-se.
Pelos vistos, Charles Leclerc soube bem analisar a luta de Verstappen com Hamilton o ano passado, e agora sabe exatamente o que esperar do neerlandês.
Que boas perspetivas temos para o que aí vem na F1 de 2022, não temos?











