A Alpine voltou a ter um ano difícil. Com um carro que era já uma adaptação de um modelo antigo, a equipa enfrentou algumas dificuldades, como explicou o CEO da marca, Laurent Rossi.
O CEO admitiu que a Alpine estava “perdida” nas fases iniciais de 2021, dizendo que a equipa “nem sequer sabia” como conseguiu marcar pontos num fim-de-semana problemático no Mónaco.
“No início da época, estávamos perdidos”, disse Rossi. “O Mónaco é na verdade uma memória muito má e naquele momento não tínhamos ideia do que fazer. Marcamos pontos, mas nem sequer sabíamos como. Isso foi difícil porque não conseguíamos compreender o carro. É provavelmente difícil para si apreciá-lo do exterior, mas para nós é na verdade foi uma evolução linear. À medida que a época avançava, compreendíamos muito melhor o carro. O maior foco de melhorias foi realmente a forma como operamos. Primeiro para extrair o máximo dos pilotos e depois como uma equipa, para até alargar ainda mais os limites. Levámos quatro ou cinco meses a chegar lá, mas fomos crescendo constantemente, e penso que a Hungria foi uma exibição dramática de quando conseguimos juntar tudo, é o que dá. Foi um pouco dramático, mas vimos progressos, e depois começámos a ser muito mais previsíveis no que iríamos fazer durante a corrida seguinte. De facto, sabíamos que podíamos marcar quase todas as corridas mais ou menos uma certa quantidade de pontos. Sabíamos que Austin seria extremamente difícil. Toda a gente dizia: “Oh, talvez seja o fim da Alpine e AlphaTauri vai apanhar”, recordou ele. “Não tínhamos a certeza de que iríamos conseguir resistir à AlphaTauri, mas tínhamos a certeza de quais as corridas que nos iriam beneficiar. No asfalto, onde a tração é um problema, tivemos dificuldade para encontrar um equilíbrio. Em Austin há solavancos a toda a hora, não há tração. Tivemos de trabalhar na tração e quando o fizemos, não trabalhámos no resto. De fora parecia errático, mas sabíamos bem onde o carro funcionava”.





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