Lando Norris tem sido um dos destaques desta época, com o jovem piloto a ser elogiado de forma unânime, deixando o rótulo de esperança para se tornar numa certeza na F1.
Carlos Sainz mudou-se para a Ferrari e para o seu lugar chegou o consagrado Daniel Ricciardo, considerado por todos como um dos melhores da atualidade. O desafio de Norris era grande, pois além de consolidar a sua evolução, tinha de se bater com um dos melhores da grelha. O ano até nem começou bem, com o piloto a apanhar Covid-19, o que atrapalhou ligeiramente a preparação. Mas vimos um Norris completamente diferente. Mais maduro, menos efusivo, por vezes a evitar alinhar nas brincadeiras de Ricciardo, Norris chegou a 2021 focado e determinado.
O resultado da mudança foi claro e nesta primeira metade de época os números são esclarecedores. Terceiro lugar no campeonato, à frente de Valtteri Bottas e Sergio Pérez, com carros melhores, três pódios e prestações fantásticas.
Lando Norris mostrou este ano o que realmente se pode esperar dele no futuro e não estaremos a errar muito se dissermos que Norris é um dos mais completos da sua geração. Em qualificação tem colocado o seu McLaren em posições que muitos consideravam impossível e em corrida tem mostrado uma compostura e uma velocidade ao nível dos melhores. Está cada vez mais agressivo na defesa da sua posição em pista e já não é olhado como o miúdo bem disposto. O #4 é agora respeitado por todos. Conseguiu aproveitar o bom ambiente da equipa para crescer de forma como talvez nenhum dos pilotos da sua geração conseguiu, de forma gradual mas certeira.
Não podemos escrever sobre Lando Norris sem abordar os pilotos da sua geração que também entraram na F1. George Russell, Charles Leclerc e até mesmo Alex Albon (Max Verstappen é da mesma geração, mas tem muito mais anos na F1), são pilotos com menos de 25 anos, que seguem as suas carreiras juntos desde os karts e fazem parte do grupo que Fernando Alonso afirma, sairá um ou mais campeões do Mundo. Leclerc foi quem deu o maior passo da sua carreira num primeiro instante. Apesar disso, teve o azar de chegar a Ferrari no momento menos bom da equipa, lutando agora pelas posições com alguns dos pilotos da mesma geração que pertencem a equipas do meio do pelotão. Neste momento, entre os pilotos das equipas do chamado “segundo pelotão”, é Norris quem parece estar um pouco mais à frente, conseguindo mesmo intrometer-se na luta entre Mercedes e Red Bull. Ficará para sempre na memória de quem assistiu ao Grande Prémio da Áustria, o facto de se ter qualificado no segundo posto, saindo da primeira linha da grelha ao lado de Verstappen e ter conseguido rodar na frente de Lewis Hamilton, o atual campeão do Mundo. Ainda que a McLaren não esteja no topo das equipas da Fórmula 1 neste momento, tem tido em Lando Norris o pilar daquilo que se pretende ser o ressurgir da estrutura britânica, banalizando um Ricciardo, perdido e longe do que esperávamos.
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