James Vowles, chefe de equipa da Williams, traçou um balanço realista no regresso à competição. Embora a equipa esteja na luta pelo quinto lugar do Mundial de Construtores, o britânico não escondeu que as atenções já estão focadas em 2026.
“O carro adapta-se bem a Zandvoort e ainda temos potencial para lutar pelos pontos. Mas o essencial é perceber que decidimos cortar o investimento neste ano para reforçar o futuro. Se terminarmos em quinto, sexto ou sétimo, pouco importa. O que interessa é dar passos grandes em frente”, afirmou.
O responsável admitiu que o último pacote de evoluções, estreado em Spa, será o derradeiro de 2025. “A partir de agora, vamos maximizar as corridas onde sabemos que podemos render mais – Zandvoort, Monza e Baku. Depois, tudo será oportunidade”.
Sobre a competitividade, reconheceu que a margem desapareceu: “No início do ano havia espaço para nos destacarmos. Agora, dois ou três décimos separam quase toda a grelha. Cada erro mínimo coloca-nos no fim do pelotão”.
Vowles falou ainda sobre a experiência com jovens pilotos, recordando Franco Colapinto: “Na estreia, em Silverstone, disse-lhe que não pensasse nos tempos, apenas em desfrutar. Nessa altura correu solto, mas agora a pressão é incomparavelmente maior. Um décimo de erro pode significar último lugar”.
Apesar das dificuldades, deixou claro que a Williams não abdicará da luta até ao fim: “O coração estará sempre em pista, mas o foco é o futuro. Vimos de último lugar e queremos voltar a ser referência. É isso que conta”.
FOTO Phillippe Nanchino/MPSA











