O regresso de Flavio Briatore ao paddock tem dado que falar, e a conferência de imprensa do chefe da Alpine voltou a mostrar o seu estilo direto.
O italiano esclareceu desde logo que Valtteri Bottas nunca foi opção para a equipa: “Falámos, mas nunca houve negociações. Até ajudámos no processo com a Cadillac, mas procuramos outra direção”.
Sobre Franco Colapinto, foi crítico quanto ao momento da aposta: “É um talento, mas talvez tenha chegado cedo demais. Estes carros são muito pesados e rápidos. Talvez precisasse de mais um ou dois anos antes da Fórmula 1. Esforça-se muito, mas não é o que espero dele”.
Briatore destacou a chegada de Steve Nielsen como diretor desportivo já em Monza: “Conheço-o bem, vai coordenar toda a equipa de A a Z. É o que precisamos: liderança, experiência e disciplina”.
Questionado sobre Pierre Gasly, não teve dúvidas: “É consistente, um jogador de equipa, a nossa base para o futuro”.
Quanto ao plano desportivo, reconheceu que 2025 será difícil: “Colocámos demasiado foco em 2026 e não evoluímos o carro este ano. Pagámos por isso. Dois ou três décimos agora fazem cair dez carros na tabela. Além disso, temos um défice de motor. O objetivo é esquecer esta época e preparar o que aí vem”.
Com o novo CEO da Renault a dar apoio, Briatore mantém a ambição: “O grupo continua comprometido com a Fórmula 1. Queremos lutar por pódios em 2026 e, em 2027, pelo título. Se não acreditasse nisso, mudava de profissão”.
O dirigente admitiu também dúvidas sobre o futuro de Colapinto na equipa: “Talvez tenhamos colocado demasiada pressão sobre ele. São jovens, têm 19, 20 anos, e por vezes esquecemo-nos do lado humano. Podemos ter errado na gestão”.
Direto como sempre, Briatore concluiu: “Este ano já está perdido. Agora, é trabalhar para renascer em 2026”.
FOTO Phillippe Nanchino/MPSA










