O Grupo Estratégico da Fórmula 1 está disposto a ajudar a Honda, depois de mais um início muito complicado de temporada. A marca nipónica está a enfrentar muitos problemas de fiabilidade, e com o próprio desempenho da sua unidade motriz, tendo dado um passo atrás em relação a 2016.
O ano passado, aquando do acordo que vai estar em vigor até 2020, ficou acordado que existiria entreajuda entre todos os construtores para que todos os fornecedores de motores pudessem estar o mais próximo possível. A FIA disse que ia analisar o potencial de cada ‘unidade de potência’ após as três primeiras provas e que se a diferença excedesse os 0.3s numa volta simulada ao circuito de Barcelona, pediria a intervenção do Grupo Estratégico. É isso que está a acontecer…
Fabrice Lom, engenheiro chefe da FIA, disse após o GP de Espanha do ano passado que: “Nós verificamos cada monolugar nas três primeiras corridas, levamos o melhor de cada ‘unidade de potência’ para cada corrida e, em seguida, fazemos a média. Isso deve dar um índice de potência/desempenho, para cada fabricante de ‘unidades de potência’. Então analisamos estes dados e transformamos este índice em tempo por volta, verificando a diferença de tempo de volta para a pista de Barcelona”.
O próprio diretor de corrida da McLaren, Eric Boullier, vai abordar o assunto Honda, apesar de estar cético de que exista alguma ajuda: “É algo que temos de falar. Não estou certo de que todos queiram que obtenhamos mais desempenho da ‘unidade de potência’, vou pedir que nos ajudem a ficar dentro dos 0.3s, não que nos metam a ganhar. Acho que vai ser mais justo e melhor para a F1, será mais atraente para outros fabricantes de automóveis e de motores juntarem-se à F1, e para os fãs será muito melhor, já que terão mais emoção nas pistas. Seria de assinalar a ajuda, mas estamos num mundo competitivo e sei que muitas pessoas não querem que nos levantemos…”.










