Depois do anúncio da parceria técnica entre Aston Martin e Honda a partir de 2026, e à semelhança do que consideram os responsáveis do fabricante japonês, Fernando Alonso insiste que não terá qualquer problema em trabalhar com os motores nipónicos, apesar das suas críticas quando era piloto da McLaren.
Para Alonso, a parceria entre a equipa que serve no presente e a Honda é uma boa notícia e “mostra o empenho da Aston Martin em ganhar corridas, ganhar campeonatos no futuro, sendo independente, fabricando as suas próprias caixas de velocidades e tudo no carro”.
O piloto espanhol vê no acordo atual de fornecimento da Mercedes um travão às ambições da estrutura liderada por Lawrence Stroll, cujo objetivo é vencer o campeonato de construtores de Fórmula 1. A parceria com um fabricante sem ter um equipa própria, como acontecerá com a Honda, “é a única maneira de ter 100% de certeza de que estamos no controlo de tudo do nosso pacote, do carro, e é um ótimo sinal para todos na Aston Martin, que o desejo e o potencial de vencer estão lá”.
Alonso garante que “correr novamente com a Honda, não vai ser nenhum problema para mim”. Apesar das críticas de 2015 sobre a unidade motriz japonesa quando era piloto da McLaren e obviamente, caso ainda seja piloto da Aston Martin em 2026. O piloto espanhol recorda que “não deu certo da última vez – 2015, 2016, 2017 – mas foi ainda pior, talvez, para alguns dos meus colegas de equipa, como o Stoffel [Vandoorne], que vinha de dominar a F3, a F2, e depois juntou-se a um projeto que talvez não estivesse totalmente pronto na altura”. No entanto, e já com provas dadas pela Honda nas últimas temporadas com a Red Bull, Alonso considera que “agora têm um pacote competitivo. Ganharam o campeonato em 2021 [com a Red Bull], ganharam um campeonato em 2022 e muito provavelmente vão ganhar o campeonato em 2023. Por isso, penso que têm agora um pacote muito forte, e será um novo conjunto de regulamentos [em 2026]”.












