A Aston Martin prepara a última semana de testes no Bahrein com várias fragilidades identificadas no AMR26, enquanto a equipa e a Honda trabalham intensamente em Silverstone e Sakura para encontrar soluções antes do início da temporada. Num ano que se queria de começo forte, a Aston Martin tem apresentado fragilidades que vão condicionar a temporada 2026.
Os atrasos no projeto — tanto no chassis concebido por Adrian Newey como na unidade motriz — poderão ter consequências prolongadas ao longo do campeonato. A Honda admitiu ainda antes do lançamento que não estava onde queria e que havia alguns atrasos, minimizando a importância desses atrasos. Na realidade, o AMR26 parece ter fragilidades gritantes do lado da unidade motriz, com o arrefecimento e a exigência da carroçaria a limitar as possibilidades de arrefecimento, uma área que vai ser testada com mais intensidade esta semana.
Outra das principais preocupações está a caixa de velocidades, desenvolvida internamente pela primeira vez pela Aston Martin. O novo componente aparenta não suportar as novas exigências de funcionamento com regimes elevados e forte recuperação de energia. A necessidade de utilizar relações curtas e elevados níveis de travagem do motor terá exposto limitações estruturais, e uma reformulação completa poderá demorar vários meses (a Marca aponta seis meses até chegar uma nova caixa), apontando para melhorias apenas a meio da época.
Também a unidade motriz Honda apresenta dificuldades, nomeadamente vibrações a altas rotações. Não é expectável uma nova especificação mecânica antes da estreia na Austrália, ficando a evolução inicial dependente sobretudo de alterações de software. Trabalhos em banco de ensaio decorrem continuamente no Japão, podendo surgir um ajustamento posterior ao abrigo dos mecanismos regulamentares de equilíbrio de desempenho.
Outros fatores — como excesso de peso, refrigeração e eficiência aerodinâmica — deverão ser corrigidos gradualmente, mas a previsão aponta para uma primeira metade de temporada particularmente exigente para a estrutura britânica que deverá ficar longo dos primeiros lugares… e provavelmente só 2027 trará melhores notícias










