Da penalização à absolvição: 19 horas depois, tudo como dantes. A classificação faz marcha-atrás e volta à primeira forma pois 19 horas depois, alguém carregou no “anular”…
Na tropa, usava-se a expressão “voltar à primeira forma”. No Rali da Madeira, pelos vistos, também. Depois de um dia inteiro a fazer contas, refazer classificações, discutir vídeos ao frame e, provavelmente, gastar mais café do que gasolina, eis que surge a decisão: afinal… esqueçam tudo.
“Na sequência dos vários pedidos de esclarecimento apresentados pelas equipas penalizadas e após reanálise dos factos e da documentação disponível, a bem da verdade desportiva e em conformidade com o artigo 53.6.3 do FIA 2026 RRSR, foi decidido proceder à anulação das penalizações…”
Traduzindo do “juridiquês-rali”: aquilo que contou… já não conta.
E não foi logo a seguir, não senhor. As penalizações tinham sido atribuídas mais de 19 horas depois. Tempo suficiente para os pilotos fazerem contas, para os fãs se indignarem nas redes sociais e para alguns já estarem a pensar onde tinham perdido — ou ganho — aqueles segundos mágicos.
Mas calma, porque a história ainda melhora: “A presente notificação produz efeitos imediatos, considerando-se sem efeito as penalizações anteriormente aplicadas…”
E pronto. Num instante, a classificação volta ao ponto de partida. Como se nada tivesse acontecido. Como se aqueles segundos nunca tivessem existido. Quase um “Ctrl+Z” oficial.
No fundo, é como na tropa: dá-se uma volta enorme… para acabar exatamente no mesmo sítio.
Resumindo, João Silva, um dos fortes críticos da decisão anteriormente tomada, regressa à segunda posição do Rali da Madeira, a 23.4s de Miguel Nunes…que é exatamente o mesmo que já estava antes… porque ambos tinha sido penalizados. Armindo Araújo cai para terceiro, a 1.8s de João Silva, na classificação geral.








