Em declarações no final do GP de Miami de Fórmula 1, Lewis Hamilton assegurou que “não melhorámos nada desde a primeira corrida, no Bahrein”. E agora reforça-o, ao dizer que não viu qualquer melhoria do seu Mercedes durante as primeiras cinco corridas da época.
Em Imola foi dobrado pelo vencedor, desta feita, não só voltou a ficar atrás do seu companheiro de equipa, George Russell, como cedeu 21 segundos para os dois pilotos da frente, nas 13 voltas finais, quando o Safety Car regressou às boxes: “Estamos à mesma velocidade que estávamos na primeira corrida. Portanto, temos de continuar a tentar.
“Não melhorámos nada, infelizmente, nestas cinco corridas. Temos de continuar a tentar…”
Mas Toto Wolff disse que o fim de semana de Miami “deu-nos respostas” sobre o carro. Mas que respostas? Toto Wolff fala num “ponto doce” no desempenho do carro, mas Gary Anderson, explica a sua visão no The Race…
Sabe-se que a Mercedes levou para Miami uma série de melhoramentos, uma nova asa traseira, nova asa dianteira, e mais outras pequenas coisas.
As coisas correram bem nos treinos livres, mas não na qualificação e corrida e o pior de tudo é que a Mercedes não sabe porquê. As margens para a frente diminuíram um pouco, talvez fruto dos upgrades, mas o essencial do problema ainda continua…
Gary anderson desconfia que tudo tem a ver com o volume das necessidades de arrefecimento. Como se sabe, os carros são otimizados numa janela de arrefecimento muito pequena, de modo a nada perderem em termos de apoio aerodinâmico.
Ou seja: há mais ou menos fluxo de ar a passar através do radiador. E isso tem que estar decidido para a qualificação. Se repararmos, os Mercedes estiveram melhor quando o tempo esteve mais fresco, e pioraram muito quando aqueceu.
Onde Gary Anderson julga estar a solução é na configuração de entrada do radiador no ‘sidepod’ para separar o fluxo de ar de entrada do piso inferior e o fluxo de ar do radiador.
A ideia será tornar o fluxo de ar que vai para o chão mais consistente e isso poderá permitir à Mercedes perceber melhor o carro.
Portanto, o que aconteceu sexta e sábado em Miami, pode ser uma boa ajuda para desbloquear o entendimento de que a Mercedes precisa, para resolver os seus problemas. Ou não! Certo é que em Barcelona, o que suceder com a Mercedes vai ser muito significativo para determinar o resto da época.










