A Renault decidiu extrair o máximo da unidade motriz de 2022, “congelada” até 2025, apesar de ter mostrado já fragilidades e ter provocado desistências em corrida para Fernando Alonso e Esteban Ocon, sendo que o piloto espanhol tem vindo a criticar os muitos problemas sentidos durante a época. No entanto, Otmar Szafnauer assegura que foi um risco que a Renault tomou na produção da unidade motriz e que a Alpine sabia que iria “pagar” ao longo da época, pensando que pode, mesmo com o motor “congelado”, tomar providências para que a fiabilidade seja melhorada, conforme o regulamento permite.
“A unidade motriz ia ser congelada. Assim, tomamos a decisão consciente de forçar o desempenho e resolver os problemas de fiabilidade à medida que os encontramos, porque a FIA permite isso. Portanto, essa foi uma decisão consciente e estratégica”, explicou o chefe de equipa da Alpine. “E agora, quando os enfrentamos, podemos resolvê-los. Não o fizemos de propósito para não sermos fiáveis. Mas se tivermos de errar desse lado, forçamos os limites de desempenho, porque não podemos acrescentar desempenho até 2026, podemos corrigir problemas de fiabilidade. E nós podemos fazê-lo durante o Inverno. Por isso, estrategicamente, penso que foi o mais acertado. E ainda nos restam duas corridas para terminar na quarta posição. Penso que podemos fazer isso”.
Com a frustração a tomar conta de Fernando Alonso no Grande Prémio do México, após mais uma desistência causada por um problema num dos cilindros do motor, Szafnauer acrescentou que “estrategicamente foi isso que nos propusemos fazer. Sempre que temos um problema, resolvemo-lo. Não acontece de novo. Portanto, isto foi um pouco diferente do que tivemos em Singapura”.
Foi uma decisão semelhante ao que a Ferrari diz ter optado e que apresentou uma alteração no motor de combustão interna usado por Charles Leclerc nas últimas duas provas do mundial, na tentativa de, segundo o construtor italiano, assegurar níveis de fiabilidade mais altos nas suas unidades motrizes. Esta aposta no desempenho e poder ter problemas nas unidades motrizes no primeiro ano, deverá ter sido tomada por todos os fabricantes, porque o regulamento permite que mais tarde se façam alguns ajustes para tentar contornar os problemas de fiabilidades.









