A Red Bull Racing contestou a avaliação da Federação Internacional do Automóvel (FIA) que classificou o seu motor de Fórmula 1 (ICE Red Bull-Ford) como o mais potente da grelha. Esta decisão, se mantida, permitiria a construtores rivais desenvolver motores sem que os custos afetassem o teto orçamental, colocando a Red Bull em desvantagem.
A equipa apelou formalmente para uma revisão dos dados bem como da metodologia.
O chefe de equipa, Laurent Mekies, refutou as conclusões da FIA, argumentando que os resultados em pista são bem claros e contradizem qualquer superioridade mecânica. Apontou o desempenho em circuitos sensíveis à potência do motor, como o Canadá e Barcelona, onde qualificaram em sexto, versus o Mónaco, muito menos sensível, onde foram muito mais competitivos. Mekies insiste que não há provas consistentes de superioridade. Sendo que a decisão, quando tornada pública, surpreendeu toda a gente…
Para a Red Bull a principal preocupação reside no impacto financeiro. Se a deliberação da FIA se mantiver, rivais como a Mercedes podem obter até 3,5 milhões de dólares em atualizações fora do teto orçamental, enquanto a Red Bull contabilizaria tudo, integralmente, no seu limite. A metodologia da FIA, que ignora a componente elétrica do sistema híbrido, agrava a situação, permitindo que concorrentes progridam na eletrificação sem penalização.
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