F1: Alex Albon assume cenário difícil e prevê Williams ainda mais longe na China

Por a 12 Março 2026 15:20

Alex Albon reconheceu que a Williams vive um início de época bem abaixo das expectativas criadas em torno do FW48 e admite que a equipa está “desapontada” com a forma como começou em 2026. Depois de um inverno marcado por atrasos no desenvolvimento e por um chassis com excesso de peso e problemas de equilíbrio, a formação de Grove encontra‑se na metade inferior do pelotão, longe do ritmo que a levou a quinto lugar no Mundial anterior.

Questionado sobre o impacto deste arranque, o tailandês não escondeu a frustração, mas insistiu que o diagnóstico está feito e que existe um plano de recuperação. “Não é onde queremos estar. Enquanto equipa estamos desapontados com o ponto de partida, mas às vezes é assim que as coisas correm”, afirmou. “Temos um plano claro para voltar. A diferença para o topo do meio‑pelotão é bastante grande, mas sabemos onde estão os problemas e isso vai levar algum tempo, talvez mais do que gostaríamos. Ainda assim, a estratégia para regressar está definida.”

Características da China expõem fraquezas do FW48

Se em Melbourne a Williams ainda conseguiu disfarçar parte das dificuldades, com um carro tradicionalmente mais à vontade naquele traçado, Albon admite que o desafio em Xangai será ainda mais duro. O circuito chinês é conhecido por ser “front‑limited”, exigindo muita aderência no eixo dianteiro e punindo monolugares que tendem para a subviragem – precisamente um dos pontos fracos crónicos da equipa.

“Para ser sincero, talvez estejamos ainda um pouco mais longe aqui”, antecipou. “Este tipo de pista normalmente não nos favorece. No ano passado fomos bastante fortes em Melbourne, é um traçado que normalmente nos corre bem, e depois caímos em Xangai. Acho que continuamos a ter problemas de características semelhantes aos do ano passado. Esta pista é muito limitada à frente e expõe carros que têm alguma subviragem, e penso que teremos isso este fim de semana.”

As palavras de Albon confirmam a leitura interna de que o FW48 continua a obrigar a compromissos de afinação para mascarar debilidades estruturais, sobretudo na frente do carro, o que dificulta a luta direta com o grupo intermédio em circuitos mais técnicos. Num contexto em que James Vowles já admitiu a necessidade de “pôr o carro em dieta” e os investidores pressionam por resultados rápidos, a margem de erro da Williams em Xangai será reduzida – e o foco, pelo menos para já, passa mais por limitar danos do que por sonhar com pontos.

FOTO MPSA Agency

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