A BYD, gigante chinesa do setor automóvel e líder mundial em veículos elétricos, pode estar a considerar a compra da Aston Martin como via de entrada na Fórmula 1.
A informação é avançada pela Auto Motor und Sport, surge numa altura em que o atual proprietário da equipa, Lawrence Stroll, enfrenta crescente frustração com os resultados desportivos e financeiros do projeto.
O canadiano terá pedido maior investimento à Honda, mas ainda hoje surgiu uma informação que torna essa possibilidade algo quase impossível de suceder: a Honda, parceira técnica da Aston Martin, anunciou hoje perdas até 570 mil milhões de ienes (cerca de 3,5 mil milhões de euros) num ano marcado pela transição para os veículos elétricos — uma transformação que também está a reconfigurar as prioridades dos grandes grupos automóveis, entre eles a própria BYD.
Voltando à Aston Martin, e segundo o mesmo meio, o empresário canadiano “poderá estar próximo do ponto de rutura”, depois de ter investido seis vezes mais do que o inicialmente previsto na tentativa de transformar a Aston Martin num candidato ao título.
Apesar do esforço, a equipa iniciou a nova era da Fórmula 1 na décima posição, apenas à frente da recém-chegada Cadillac, e terá apontado responsabilidades ao fornecedor de motores, a Honda.
Expansão da grelha e estratégia da BYD
O nome da BYD começou a circular no paddock às vésperas do Grande Prémio da China de F1, à medida que se intensificam os rumores de uma possível candidatura chinesa à Fórmula 1.
A Liberty Media, detentora dos direitos comerciais da competição, tem defendido a presença de 12 equipas no campeonato como o número ideal, e a entrada de um construtor de grande dimensão seria vista internamente como uma mais-valia estratégica.
A BYD não teria, nem de perto, as mesmas dificuldades que teve a Cadillac.
A marca chinesa estuda duas hipóteses: criar uma nova equipa de raiz ou adquirir uma estrutura já existente, à semelhança do que fez a Audi, que optou por comprar a Sauber para competir com motores próprios a partir de 2026. Neste contexto, a Aston Martin surge como candidata preferencial, dado o cenário de instabilidade interna e o aparente desinteresse do seu proprietário. A Alpine é claramente outra das possibilidades. Resta aguardar pelos próximos capítulos…
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