Lando Norris diz ter sido apanhado de surpresa com a primeira paragem nas boxes ter acontecido tão cedo na corrida, não concordando totalmente com essa decisão da McLaren, salientando ser necessário discutir coletivamente todos os pormenores da corrida do Grande Prémio do Japão.
A equipa britânica decidiu não trocar os pneus do MCL38 de Norris durante o período em que a corrida nipónica esteve suspensa, devido ao acidente de Alexander Albon e Daniel Ricciardo logo na primeira volta. O piloto manteve o terceiro lugar na fase inicial da corrida e já depois das primeiras trocas de pneus, quando seguia atrás de Charles Leclerc – que tinha levado o seu ‘stint’ com pneus médios mais além do que qualquer outro piloto e tinha perdido a aderência nas curvas Degner – Norris entrou na box atrás do seu adversário, com a decisão da McLaren em parar num ‘stint’ mais curto, com apenas 15 voltas no jogo de composto médio. Supostamente seria para defender a posição de um possível ataque de George Russell, mas Norris não ultrapassou Leclerc e ainda perdeu o posto na saída do pitlane para o britânico da Mercedes.
“Foi uma corrida difícil”, disse Norris à Sky. “Penso que, em comparação com aqueles que tinham melhor ritmo, em comparação com os Ferrari, não foi suficiente.Acho que tudo ficou mais ou menos na mesma linha em termos de Red Bull, Ferrari e nós, o que é uma pena. Não é muito bom quando se começa em terceiro e se recua. Senti que estava a travar uma batalha perdida contra esses pilotos, porque conseguem fazer muito mais, podem andar mais tempo e prolongar o ‘stint’ do pneu muito mais”.
Apesar de considerar que “é difícil lutar numa pista como esta” e que a McLaren fez tudo o que podia, conseguindo “o máximo de pontos para além destas duas equipas de topo”, Lando Norris admitiu estar “surpreendido por termos parado na boxe tão cedo. Porque isso colocou-nos em linha com o que a Ferrari fez, e cobrimos o George [Russell], o que eu achei que talvez não fosse necessário. Isto é algo que vamos discutir durante o briefing. Talvez uma discussão sobre se poderíamos ter feito um trabalho melhor para terminar em quarto. É sempre difícil tomar essas decisões na altura, nem sequer sabíamos que ele ia à box”.
Mesmo assim, o piloto britânico insiste que “a Ferrari está claramente à frente”, até porque a McLaren não alterou o carro e por isso, “não há razão para estarmos à frente”.












