A relação entre a Fórmula 1 e a FIA “nunca foi tão boa”, disse Mohammed ben Sulayem, Presidente da entidade federativa, mas a primeira época da competição maior do automobilismo foi desafiante, levando ambas as partes a não estarem sempre de acordo.
Prestes a completar o primeiro ano de mandato, Mohammed ben Sulayem esclareceu algumas questões que se apresentaram durante a época de Fórmula 1, nomeadamente em relação à realização de seis corridas sprint para a próxima temporada defendido pelas equipas e gestão da F1, que não teve o apoio imediato da FIA.
O presidente do organismo que tutela o desporto automóvel disse que se pensa “que houve uma divisão entre a FIA e a FOM” depois de uma reunião da Comissão de F1 ter terminado sem acordo sobre as corridas sprint a realizar em 2023. Em comunicado na altura, a FIA explicou que ainda estava a avaliar a proposta. “A 25 de abril na reunião da Comissão F1, de repente disseram-nos: ‘Muito bem, precisamos de mais três corridas de sprint’”, disse Mohammed ben Sulayem. “Tive de questionar a minha equipa e porque seria uma carga de trabalho extra e de repente todos disseram que havia uma divisão [entre FIA e FOM]. Recebi cerca de seis telefonemas a perguntar: ‘O que se passa?’ e ‘qual é a proposta para as Sprint?’”. O presidente da FIA explicou que apenas quis estudar “com toda a minha equipa” a proposta, apenas por apresentar mais trabalho para todos os envolvidos que estão sob alçada da entidade federativa. “As pessoas não compreendem a pressão a que o pessoal e funcionários da FIA estão sujeitos”, acrescentou Mohammed ben Sulayem.
O responsável máximo pela federação internacional afirmou falar de dois em dois dias com Stefano Domenicali, CEO da Fórmula 1, dizendo ainda que “definitivamente a relação [entre ambas as partes] nunca foi tão boa” como agora. “O meu interesse pelo desporto é forte. Eu ouço-o [Domenicali], ele ouve-me e ambos sabemos que este casamento tem de ser sustentável e ir mais longe”, garantiu o Presidente da FIA.












