O beijo de agradecimento de José Teixeira a Ricardo Teodósio no fim do rali diz tudo: A dupla saiu da Marinha Grande com mais uma vitória no bolso, mas mais que isso, com a motivação em alta, depois de um rali dominado de fio a pavio e com a certeza que pode chegar ao título na última prova do ano. Teodósio ‘vingou-se’ do Rali Serras de Fafe, onde o azar o perseguiu, e no Rali Vidreiro, sem mazelas físicas e com um carro a funcionar na perfeição, deixou a concorrência para trás.
No final da prova, o algarvio era um homem feliz, apesar do susto que apanhou durante a tarde do segundo dia do rali, onde ia comprometendo o resultado: “Vínhamos a tentar andar rápido e numa curva que fechava no fim havia muita sujidade e entrámos com a mesma velocidade que trazíamos na primeira passagem e o carro escorregou.
Saí de estrada e estive quase a entrar num quintal de uma casa. Bati numa parede mas tive sorte que o estrago foi pequeno. Ainda estivemos algumas curvas a tentar perceber se estava tudo bem com o carro, o volante estava ligeiramente desalinhado mas o feeling não era mau, e mesmo com este percalço conseguimos ganhar o troço e fomos apenas uma décima mais lentos do que na primeira passagem.
Se nós ganharmos e conseguirmos os três pontos da Power Stage como fizemos aqui, podemos ser campeões por um ponto. Já o perdi várias vezes por um ou dois pontos, pode ser que desta vez a vitória nos sorria.
Gostava que o rali fosse no Algarve, onde habitualmente terminava o Nacional de Ralis, mas infelizmente este ano não será, mas espero que para o ano que vem seja possível fazer lá o rali”, disse Ricardo Teodósio, que com este resultado aumenta consideravelmente as suas hipóteses de repetir o feito de 2019.












