O Campeonato de Ralis Coral da Madeira regressa às estradas este fim de semana, dias 12 e 13 de junho, com a disputa do Rali da Ribeira Brava. A quarta prova da temporada conta com um total de 42 equipas inscritas, mas o grande foco de interesse centra-se no regresso à competição da dupla pluricampeã regional, Alexandre Camacho e Pedro Calado, um fator que promete redefinir o equilíbrio de forças na luta pela vitória.
O fator Camacho num duelo a dois
Até ao momento, a discussão pelo título máximo do rali regional tem sido dominada por um duelo intenso e exclusivo entre João Silva e Miguel Nunes. A entrada em cena de Alexandre Camacho, que se irá apresentar aos comandos de um competitivo Skoda Fabia RS Rally2, introduz um forte elemento de imprevisibilidade na caravana do campeonato.
Com um palmarés marcado por múltiplos títulos e um profundo conhecimento das estradas madeirenses, a dupla regressa disposta a baralhar as contas do pódio e a quebrar a dualidade que tem caracterizado as frentes de corrida na presente época.
Miguel Caires, também em Skoda Fabia RS Rally2, deverá finalmente fazer o seu primeiro rali do ano depois de uma avaria o ter impossibilitado de alinhar em São Vicente. Pelas prestações evidenciadas em 2025, poderá ser mais um interveniente na definição do pódio.
Por outro lado, regista-se a ausência de Rui Jorge Fernandes devido ao acidente no rali anterior. Com alguns traçados bastante rápidos, Filipe Freitas pode voltar a brilhar, tal como conseguiu em São Vicente, com o Porsche 991 GT3. É muito provável um duelo com Gil Freitas, em Alpine A110 RGT+, pela vitória nos Masters.
Mais atrás, um novo duelo entre Emanuel Martins, em Renault Clio Rally4, e Sandro Teixeira, em Peugeot 208 Rally4, pela primazia entre os pilotos de viaturas de tração dianteira. Outros pilotos, como Nuno Ferreira em Lancia Ypsilon Rally4, estarão à espreita.
Desafio técnico na zona Oeste
O Rali da Ribeira Brava é conhecido pelas suas emblemáticas e exigentes classificativas na zona oeste da ilha da Madeira. Sendo uma prova de asfalto altamente técnica, o sucesso das 42 equipas inscritas dependerá de fatores cirúrgicos.
“A gestão mecânica, a escolha correta de pneus face aos microclimas da região e a rapidez de reações dos pilotos serão os fatores cruciais para ditar o grande vencedor”, aponta a organização da prova, sublinhando o elevado nível de exigência que aguarda os concorrentes.
As previsões meteorológicas apontam para um rali com piso seco. Isso deverá permitir que a classificação não seja condicionada pelas escolhas de pneus, o que aconteceu nos três ralis já disputados este ano.
Expectativa em alta entre os adeptos
O regresso de Camacho e Calado elevou significativamente a expectativa entre os aficionados locais do desporto automóvel, antecipando-se uma moldura humana considerável ao longo dos troços cronometrados. O fim de semana competitivo promete reavivar velhas rivalidades e testar a capacidade de resposta dos atuais líderes do campeonato face ao ritmo imposto pelos campeões em título no seu regresso ao ativo.












