Trocar ou não trocar, foi esta a questão. Foi um risco que Lando Norris e a McLaren correram, que neste caso não resultou. Quem ganhou foram os fãs, segundo Ross Brawn, que escreveu na coluna de opinião no website da F1: “têm a minha simpatia, mas esse tipo de drama é o que torna a F1 tão fantástica”.
O diretor da F1 escreveu ainda, que “Lando é o meu ‘driver of the day’. Ao ouvi-lo no rádio quando a equipa estava a falar com ele, a sua compostura foi impressionante. Ele deu um salto nos últimos dois anos”. Ainda sobre a perda da liderança de Norris por não ter trocado de pneus, Brawn utilizou a sua própria experiência para argumentar que qualquer que fosse a decisão, seria sempre difícil de a tomar. “Lando está a sofrer agora mesmo. Todos nós sentimos a sua dor quando deslizou e saiu de pista. Foi uma tragédia. Já estive nessa situação – quando se precisa de tomar uma grande decisão estratégica. Ganhei corridas por manter os pneus, mas também perdi corridas. Um bom exemplo foi quando Rubens Barrichello venceu o Grande Prémio da Alemanha em 2000 com a Ferrari. Insistimos na sua entrada e ele disse “nem pensar” – e aguentou-se e ganhou a corrida”.
No entanto, para Brawn, a equipa devia ter sido mais insistente, já que os pilotos nestas alturas estão “numa bolha”. “Deveria a McLaren ter tomado a liderança e insistido que ele viesse à box quando ele disse que não queria? Um piloto está numa bolha. Ele não vê o que se está a passar. Neste caso, diria que é 60/40 a favor de que a equipa tome a decisão, mas é tão difícil porque não querem abdicar da liderança da corrida”.









