O que se viu em Spa é algo que vai deixar uma mancha negra enorme na Fórmula 1, mas alguém como Bernie Ecclestone, provavelmente, não teria permitido que acontecesse.
Não existe a mais pequena dúvida que com aquelas condições não poderia ter havido uma corrida, digna desse nome, pois se as condições eram suficientes para que quem rodava à frente pudesse andar rápido sem grandes problemas, os 19 pilotos atrás dele iriam ter momentos muito stressantes, pois ninguém via mais do que cinco metros à sua frente, e os riscos de uma situação dessas numa corrida de Fórmula 1 são imensos.
O que se lê nas redes sociais no “dantes é que era bom”, porque muitas vezes se correu com condições semelhantes às de domingo em Spa, é um enorme erro. Provavelmente escrevem-nos porque não são eles que lá iriam dentro dos carros.
O que esteve mal não foi o facto da direção de corrida não ter permitido que existisse, efetivamente, corrida, pois havia pilotos a queixar-se que não viam as luzes do carro à frente, e isto atrás do Safety Car, o que esteve mal foi os carros saírem do pitlane, para duas voltas atrás do Safety Car, de modo a poderem chamar ‘aquilo’ corrida.
Tal como disse Hamilton sem hesitar: “o dinheiro manda”…
Imagine só uma situação: com aquela visibilidade, pneus sem temperatura, há um toque atrás do líder na reta de Kemmel, e atrás rodam dezena e meia de carros a 300 Km/h sem ver nada.
E depois, quem lidava com as possíveis consequências? Tenham juízo, o que é uma farsa é o facto de haver uma classificação e pontos atribuídos. E se o Mundial se resolve por uma diferença de quatro pontos, por exemplo?










