António Félix da Costa conseguiu mais um excelente prémio para juntar aos muitos que conquistou em 2020. O piloto foi considerado o terceiro melhor piloto do mundo para a Autosport britânica.
Para a publicação, Félix da Costa foi confortavelmente o piloto com maior destaque fora da F1 e apenas Lewis Hamilton (1º) e Max Verstappen (2º) fizeram melhor. O campeão da Fórmula E e vice campeão de endurance em LMP2 fez uma época sublime a todos os níveis.
Com três vitórias, três poles, seis pódios e a maior margem de sempre para o segundo classificado, Félix da Costa é provavelmente o mais forte campeão de sempre da Fórmula E. Junta a isso uma vitória e cinco pódios no WEC, onde quase venceu Le Mans, ficando esse privilégio entregue ao compatriota Filipe Albuquerque, que ficou em 36º neste ranking.
António Félix da Costa foi oitavo no top 50 de 2012, numa altura que era o nome mais falado para subir à F1. O piloto luso sempre foi destaque neste tipo de listas, mas a falta de vitórias consecutivas, por estar em estruturas que não o permitam, fez com que caísse no ranking. Regressa agora ao topo de forma merecida.
Uma época fantástica de Félix da Costa que ainda teve direito a um teste num Indycar que abriu portas para um futuro nos States. Mas isso não será para breve, pois o português é agora o homem em destaque na Fórmula E e vai defender o seu título novamente com a DS Techeetah.
No final de 2019 falamos com Félix da Costa numa fase em que fazia a mudança da BMW para a DS. Uma mudança vista por alguns como insensata, mas que era necessária para o piloto de Cascais, apesar de todos os receios. Aposta mais que ganha com vitórias, títulos e o reconhecimento internacional merecido. Parabéns ao nosso Félix da Costa pelo prémio… mas queremos mais e sabemos que há mais a chegar.
Xavier Mestelan Pinon, chefe da DS Performance explicou à Autosport.com porque é que a da Costa conseguiu maximizar o equipamento à sua disposição.
“Ele evitou todos os erros que cometeu no passado e melhorou muito a forma como trabalhou connosco. Depois disso, o nosso carro foi muito rápido. Sem erros. É evidente que quando se está neste pacote, então é possível lutar pela vitória. No final, ganhámos ambos os títulos”.
“Explicar porque foi tão rápido comparado com o JEV não é tão fácil. Mas JEV nunca encontrou a afinação certa, especialmente nos travões. Ele teve dificuldades na regeneração. É mais a forma como eles gerem os travões com o carro. Eles não conduzem exatamente da mesma forma, pelo que há pequenas diferenças durante a entrada em curva. O carro não encaixava exatamente como o JEV quer. Claramente, faltou-nos algo com ele.”
“De facto, António, este ano, foi mais rápido que o JEV desde Valência [testes de pré-época]. Honestamente, ele foi muito rápido assim que colocámos o carro na pista. Ele sentiu-se muito bem. É um sonho quando ele está feliz no carro”.











