Concordo em absoluto com Toto Wolff. Não é bom para a Fórmula 1 o atual estado da Ferrari. A F1 precisa duma Ferrari forte. A F1 não seria a mesma sem a Ferrari. O que se passou no último fim de semana de Spa-Francorchamps é uma vergonha para a Ferrari, e para adicionar insulto à injúria, a Ferrari vai correr no próximo fim de semana na Catedral de Monza. É a única vez que irei utilizar a palavra – “felizmente” num Grande Prémio sem público – porque os tifosi não merecem assistir ao vivo a esta Ferrari. É mau demais para ser verdade.
Já há algum tempo que é confrangedor ver Mattia Binotto a negar o que está perfeitamente à vista de todos. Começámos a época a ‘desculpar’ a Ferrari com o motor, mas há muito que se percebeu que o pesadelo vai muito para lá da valia da unidade motriz, do chassis. A equipa está sem líder, a engenharia está de rastos, o que parece é que ninguém na equipa sabe como se pode começar a sair daquele pesadelo.
Há muito tempo que ouço que o problema da Ferrari são os italianos. Mas sendo a F1 tão global, não havendo, que se saiba, falta de dinheiro por aquelas bandas, o que será que o responsável máximo da Ferrari, John Elkann está à espera para fazer alguma coisa?
Esta é uma enorme crise e precisa de uma mão muito forte para ser tratada. Seja como for, já todos percebemos que com um regulamento que não muda para 2021, não há muito que se possa fazer. O carro nasceu mal e a latitude para fazer qualquer coisa nos próximos 16 meses é pouca. É que nem sequer podem trabalhar no monolugar de 2022, pois isso é proibido, para já…










