Face ao que mostrou o ano passado no Perú, a Toyota é favorita a nova vitória, mas resta saber como se vai portar Nasser Al-Attiyah. Novamente com Matthieu Baumel ao lado, e com uma Toyota Hilux ainda melhor – foi evoluída essencialmente em termos de refinamento e fiabilidade de componentes-chave -, Al-Attiyah tem mostrado ser dos pilotos de maior destaque na prova nos últimos anos. Tendo em conta a areia esperada, Attiyah é o maior favorito.
Desde o seu primeiro Dakar, que fez ainda como um desconhecido no TT, num Mitsubishi Pajero que conduziu até ao 10º lugar no Senegal em 2004, Nasser al Attiyah tem tido um enorme sucesso com as vitórias do Dakar em 2011, 2015 e no ano passado, com três carros diferentes, e a que juntou 34 vitórias em etapas. Depois de correr por todas as grandes equipas do desporto (BMW, Volkswagen, Hummer e Mini), juntou-se à Toyota, oferecendo-lhe o seu primeiro triunfo. Esta temporada, mais uma vez, e na companhia do co-piloto de longa data Mathieu Baumel, Al Attiyah tem estado quase imbatível, vencendo nove dos dez ralis em que competiu. Apenas falhou o Rallye Marrocos devido a problemas elétricos, depois de ter atingido uma grande pedra.
Para ‘treinar’ o Dakar, pode ainda participar na Baja 1000, onde partilhou um ‘Troféu Truck’ com outro vencedor do Dakar, Toby Price. Se levarmos em consideração que Al Attiyah conhece muito bem a Arábia Saudita e especialmente o tipo de dunas que os concorrentes enfrentarão, é o favorito para a edição 42:
“A minha primeira vitória no Dakar será sempre a maior, mas a terceira foi especial. Dominámos do início ao fim e dar à Toyota a sua primeira vitória foi realmente especial. Tive uma excelente temporada de 2019 com nove vitórias em 10 ralis, mas na verdade foi bom termos tido problemas elétricos de modo a podermos preparar melhor o carro e antecipar outros problemas para o Dakar. Também foi fantástico correr na Baja 1000, descobrir outra disciplina e os especialistas americanos ficaram entusiasmados por nos ver. Estou pronto para o Dakar e bastante entusiasmado. Vai ser completamente diferente. Eu conheço muito bem o terreno. Participei e ganhei corridas em 2008 e 2011 neste país.
Eu sei exatamente o que esperar. As dunas são muito complicadas e totalmente diferentes daquelas da América do Sul. É mais parecido com a Mauritânia. Temos o mesmo tipo de dunas no Qatar e eu cresci a conduzi-las com o meu pai. Há apenas 110 km entre as dunas do Qatar e as da Arábia Saudita pelo que acredito que sou o favorito. E não é o melhor carro que ganha, é o melhor piloto. “














