O Rali da Finlândia encerra uma coisa interessante neste Rali da Finlândia, já que os dois primeiros classificados da competição, Pontus Tidemand e Jan Kopecky não vão correr, dando lugar a Ole Christian Veiby e a Kalle Rovanpera, numa competição que terá 15 nomes, graças à entrada do piloto da ‘Neste Rally Future Star’ deste ano, Henri Hokkala.
A exemplo do WRC, também o WRC2 chegou a meio, e na maior competição de apoio ao WRC, a Skoda surgiu mais forte do que nunca. Com o número de fornecedores de carros da categoria R5 a crescer, a M-Sport continua a ser a equipa que mais participantes tem, mas o nível dos seus pilotos baixou significativamente.
Em sete provas, só por uma vez não foi um dos pilotos da Skoda a vencer no WRC. Isso sucedeu na Suécia, com Takamoto Katsuta, aos comandos de um Ford Fiesta R5. Nas restantes, os homens da Skoda dominaram por completo os eventos, com Pontus Tidemand a somar três vitórias, as mesmas que já obteve Jan Kopecky com a pequena diferença de Tidemand ter feito quatro provas, ao invés de Kopecky que venceu todas em que participou.
Ole Christian Veiby é terceiro classificado no WRC2 e tem sido consistente nas suas prestações. Ironicamente, sendo verdade que em termos de resultados Kalle Rovanpera anda muito apagado, a verdade é que anda ali para aprender, e a sua estratégia não é de andar a gerir provas, mas sim, andar o mais depressa possível, de modo a aprender os ralis melhor.
Tome-se como exemplo o facto de no Rali da Argentina o finlandês ter desistido devido a um aparatoso capotanço quando liderava o WRC2 e era 10º da geral. Depois de ter promovido Teemu Suninen ao WRC, a M-Sport tem o seu melhor piloto, Gus Greensmith, na quarta posição da competição, depois do inglês ter obtido dois segundos lugares.
A Hyundai contribuiu com inscrições em vários ralis, como parte do seu programa de desenvolvimento de jovens pilotos, como é o caso de Jari Huttunen, que não tem dado muito nas vistas, só a (muito poucos) espaços. O seu melhor piloto é Pierre Louis Loubet, cujo melhor resultado foi um quarto lugar. Já a Citroën introduziu o seu C3 R5 na Córsega, e a Volkswagen continua a desenvolver o seu novo Polo GTI R5, que se prevê competir lá mais para o fim do ano.
De recordar que na luta pelo título do WRC2 os pilotos podem pontuar em sete provas, sendo que seis contam para a classificação final. Para o Júnior WRC contam este ao apenas cinco provas, três delas já se disputaram, Suécia, Córsega e Portugal. Os pilotos suecos, Dennis Radstrom e Emil Berkqvist, terminaram em primeiro e segundo na Suécia, os pilotos franceses Jean-Baptiste Franceschi e Terry Folb, fizeram o mesmo na Córsega, e no primeiro rali de terra, Portugal, Radstrom teve uma grande luta com Berkqvist, com o primeiro a vencer sua segunda prova do ano.










