O WTCR voltou a dar aos fãs corridas emocionantes e com muita luta em pista, lutas que por vezes terão excedido os limites do razoável. Pelo menos é o que pensa Tiago Monteiro.
O piloto português da Honda mostrou-se insatisfeito no final da ronda húngara e em declarações ao TouringCars.net, falou em falta de respeito por parte de alguns adversários, especialmente na corrida 2 em que foi atirado para fora de pista:
“Foi muito difícil. Eu sei que os turismos são um desporto de contacto, mas não houve respeito nenhum. Não houve sequer uma tentativa de ultrapassar, foi apenas o caso de tentar o contacto para me empurrar para fora e ultrapassar. Deve ser muito difícil para os comissários- é preciso ter 26 comissários a trabalhar para cada piloto, em cada curva, para uma volta completa.
“Dois pilotos ultrapassaram-me cortando a chicane e ficaram na frente. Eles passaram por mim e nada aconteceu. Nós vamos ter que falar sobre isso, porque eu não acho que um Campeonato Mundial deve ir nesta direcção. Eu entendo que podemos ser rudes e agressivos, mas tem de ser um pouco mais controlado, ou temos de começar na frente e assim não temos esse problema.”
Também Yann Ehrlacher queixou-se de falta de respeito, desta feita por parte de Gabriele Tarquini num incidente na corrida 2. O jovem francês não poupou nas palavras no final da prova:
“O acidente que tive com Aurelien [Panis, na primeira corrida] eu consigo entender. Mas com um piloto como Gabriele, estou a ter dificuldades para entender. Aprendi uma coisa, eu tinha muito respeito por ele, mas agora já não tenho.
“Eu nem estava a tentar defender a posição- eu estava apenas na trajectória e ele acabou por bater em mim, e eu fui atingido talvez 100 vezes nesta corrida. Começo a ficar um pouco farto. “
A exigência e a competitividade do WTCR tem sido alvo de elogios, mas o nível de agressividade no meio do pelotão chega por vezes a ser algo exagerado. Foi algo que se viu também no TCR Europe no ano passado, em que algumas provas tiveram demasiados toques e dado o tamanho das grelhas torna-se praticamente impossível aos comissários conseguirem estar em cima de todos os incidentes.
Alguns dirão que estas corridas são mesmo assim, outros dirão que há exageros que devem ser controlados. É preciso encontrar um equilíbrio para que as corridas tenham qualidade mas para que possam também ter emoção… o que não é tarefa fácil.











