Ferdinand Habsburg é uma das novas caras da Alpine para este novo capítulo nos LMDh. O piloto austríaco encara este novo desafio, depois de ter vencido tudo nos LMP2. O piloto esteve a testar em Portimão e falou com o AutoSport sobre as primeiras sensações na sua nova equipa.
WEC, ELMS, 24h de Le Mans. Habsburg ganhou tudo nos LMP2 e dá agora o passo para a categoria principal. Foi uma das surpresas do alinhamento final da Alpone e o jovem piloto explicou como acabou por ter uma oportunidade na Alpine:
“Vinha a competir contra eles nos LMP2 e tentava encontrar uma vaga para os Hypercar e conhecida, da minha passagem pelo DTM uma pessoa chamada Julian Rouse, que agora é diretor-desportivo da Alpine. Falei com ele sobre a minha experiência nos LMP2 e no endurance e como ele era também um dos responsáveis por sugerir nomes para o projeto LMDh, ele apresentou o meu. Depois disso conheci o Phillipe Sinault e temos muitas coisas em comum, excetuando o corte de cabelo. Há coisas em que somos diferentes, claro, mas somos muito parecidos ao nível da mentalidade e ele entendeu o que eu poderia trazer à equipa. Pouco depois e mesmo antes de ter pilotado o carro, recebi uma proposta da Alpine que aceitei sem pensar muito”.
O nível de sucesso que teve nos LMP2 é difícil de reproduzir, mas Habsburg acredita que pode chegar lá e que está na estrutura certa para o conseguir:
“Acho que posso ter tanto sucesso aqui como tive nos LMP2. Uma das coisas que aprendemos no endurance é que não se trata apenas de ser o mais rápido. Tem muito mais a ver com a ética de trabalho dos pilotos e dos engenheiros, a mentalidade e já ganhei corridas em carros tinham menos orçamento, já perdi corridas em carros que tinham mais orçamento. Para mim, em Le Mans o segredo, para mim, a diferença faz-se pela mentalidade e nunca procurar atirar as culpas a alguém, mas sim encontrar soluções para resolver o problema. E creio que a equipa tem essa mentalidade. Por isso, sim, acredito que posso ter sucesso aqui também. Sou a única pessoa na equipa que não fala francês e quando começam a falar francês começo a gritar. Mas a equipa tem feito um trabalho excelente na minha adaptação. Começo já a sentir-me em casa”.








