Penúltima ronda da temporada promete alta velocidade, drama e o sempre imprevisível clima belga
O espetáculo da FIA Fórmula 3 está de regresso à lendária pista de Spa-Francorchamps para a penúltima etapa da temporada de 2025. De 25 a 27 de julho, os jovens talentos do automobilismo mundial enfrentam os desafios do circuito mais longo e, talvez, mais traiçoeiro do calendário — onde o céu pode mudar em segundos e a história é escrita curva após curva.
Na mítica floresta das Ardenas, tudo começa esta sexta-feira às 08:00 com os 45 minutos de Treinos Livres, antes de os motores subirem de tom às 13:00 para a Qualificação — onde cada milésimo conta. No sábado, a adrenalina atinge o pico com a Sprint Race de 12 voltas (83,924 km), arrancando às 08:15 com grelha invertida para os 12 primeiros da qualificação. Mas é no domingo, a partir das 07:30, que todas as fichas estarão na mesa com a corrida principal — 15 voltas e mais de 100 quilómetros de pura intensidade, onde o verdadeiro potencial dos pilotos é posto à prova.
“É uma pista de alta velocidade. É difícil acertar nas curvas rápidas, mas são fantásticas”, destaca o norueguês Martinius Stenshorne (Hitech TGR), que sublinha também o eterno dilema meteorológico de Spa: “Saber se vai chover ou não é complicado. Normalmente está molhado. Mas o mais difícil é acertar nos pneus.”
O circuito de 7,004 km guarda memórias e recordes — como o registo mais rápido assinado por Callum Voisin em 2024, com 2:04.821 (202.816 km/h). Com zonas de ultrapassagem lendárias como Eau Rouge-Raidillon e a última chicane, Spa é o teste definitivo de coragem, técnica e frieza.
Pirelli entra em cena com compostos médios, e se a chuva decidir marcar presença, os pneus intermédios terão de suportar até 301,5 km/h — a velocidade mais alta registada em condições adversas, cortesia de Beckmann (Trident) em 2020.

FOTO Mari Boya_Campos Racing_(c) Formula Motorsport Limited













