Filipe Albuquerque e João Barbosa estão bastante otimistas para as 24 Horas de Daytona que arrancam este fim de tarde em Portugal Continental, 19h30 na famosa pista da Florida, dando início a mais uma temporada do WeatherTech IMSA Sportscar Championship. “Estou bastante otimista para a prova. Estamos cá, como é óbvio, para vencer. Temos um bom carro, embora ninguém saiba muito bem o que esperar desta importante corrida”, começa por dizer o piloto de Coimbra. Albuquerque está ciente de que vai enfrentar uma forte oposição e pilotos que se habituou a admirar na sua juventude. Um momento grande que certamente aguarda com muita expetativa. “É uma corrida que ninguém quer perder. É uma das provas mais importantes do mundo, com muitos e bons pilotos e equipas também. Mas a nossa também o é, como testemunham os dois títulos já alcançados”, sublinha.
Já bastante familiarizado com a Action Express Racing, Filipe Albuquerque conhece bem ‘os cantos’ à casa – desde o ‘saff’ da equipa aos seus companheiros de equipa, João Barbosa e Christian Fittipaldi, já todos sabem como se trabalha. E isso é uma vantagem. “È um ponto favor”, reconhece Albuquerque: “A grande novidade mesmo é o Cadillac. Um bom carro, muito potente, com um excelente chassis, muito parecido em muitos aspetos com o LMP2 que guiei no FIA WEC, mas bastante mais potente”.
Fazendo uma comparação com o Corvette DP que guiou no ano passado, o piloto português refere: “O DP é um carro à imagem das corridas americanas. Chassis tubolar muita potência mas de resto muito básico. Já o Cadillac DPI V-R é muito evoluído, uma condução completamente diferente. Tivemos de nos adaptar a isso”. Relativamente às outras duas formações que possuem carro idêntico Filipe Albuquerque assume que “estão todas em plano de igualdade, o que irá variar são as afinações, que têm mais a ver com os pilotos de cada equipa”.
Embora esteja agora focado em Daytona e na prova com Action Express Racing, o piloto de Coimbra não esquece o resto da temporada e outros projetos que possam surgir, nomeadamente o interesse manifestado pela RGR Sport para que volte a guiar para a equipa mexicana que representou no FIA WEC em 2016. “Estamos em contacto. Eles gostaram bastante do meu trabalho no ano passado, é uma realidade. Vamos ver. Agora já não têm o Bruno (Senna) que saiu para outro projeto. Tudo é possível, veremos como evoluir esta possibilidade”, explica Filipe Albuquerque.
Já João Barbosa, estava muito satisfeito após a qualificação das 24 Horas de Daytona, depois da equipa ter conseguido colocar os seus dois novos Cadillac DPi-V.R. nas duas primeiras posições da grelha de partida para a corrida que mais logo se inicia. João Barbosa também ficou radiante, ainda que surpreendido, pois antes dos treinos para a prova não sabia até que ponto o novo protótipo seria competitivo. “Fiquei mesmo surpreendido”, admitiu. Trabalhamos muito no carro que mudou desde os testes. Imprimi um ritmo forte e demorou um pouco a conseguir o carro à temperatura ideal mas no final estava bom”, referiu o piloto do Porto. “Quanto mais andamos no carro mais aprendemos sobre ele”, afirmou João Barbosa após a qualificação, sendo que a sua maior preocupação agora é a fiabilidade numa prova como esta.









