Aos 42 anos Tom Coronel está a realizar o seu segundo Dakar, depois da estreia em 2009, altura em que terminou no 70º posto, numa prova que realizou juntamente com o seu irmão, Tim. Com o seu buggy Gokobra, da Maxxis Dakar Team, o piloto do WTCC é 67º da classificação geral, ao cabo de onze etapas cumpridas.
Correndo a solo, o piloto holandês tem como melhor resultado em etapas, o 49º lugar, alcançado no primeiro dia de prova, e, por oposição, a sua pior especial foi a oitava, segunda parte da etapa maratona, na qual teve de passar a noite no deserto, depois de ter ficado preso nas dunas, após capotar o seu buggy. Etapa essa que levou dois dias a concluir.
No entanto, Coronel também não tem tido vida fácil com o seu buggy, já que teve problemas de direção logo no segundo dia, e tem tido afetado continuamente com problemas de suspensão e elétricos, tendo, inclusive, partido por duas vezes a correia do alternador, e o próprio alternador, assim como problemas no circuito de refrigeração.. Habitualmente bem humorado, Coronel lamentou os azares de que tem sido alvo, afirmando, “tornei-me mecânico em vez de piloto”.
Como se não bastassem todas as dificuldades, Coronel viveu ainda outra situação peculiar, quando no 10º dia de proca, “na fronteira do Chile, queria ir buscar a minha mala com o meu passaporte, mas não consegui encontrá-la. Então lembrei-me que a deixara à beira da estrada, porque estava com pressa. Foi estúpido claro, mas depois de vários dias como estes deixamos de raciocinar com lucidez, posso assegurar-vos. Felizmente falei com um concorrente que me disse que uma equipa do Chile encontrou a minha mala e que a traziam com eles. Uma hora e meia mais tarde deram-me o meu passaporte e pude atravessar a fronteira”. O piloto leva também uma câmara no seu buggy, fazendo a ‘sua’ cobertura do Dakar 2015.









