Numa opinião generalizada, os pilotos do CNTT entendem que seria benéfico para a competição a introdução do Sentinel (ndr, sistema accionado pelos pilotos para avisar o concorrente à sua frente que pretendem ultrapassar, podendo ser ativado a cerca de 500 metros de distância) em todas as provas da modalidade.
No passado fim de semana, na Baja TT Cidade Europeia do Desporto – Loulé, o espanhol Jesus Navarro, ao volante de um Desert Warrior 1, fez a sua estreia em Portugal após a Baja de Andalucia, agendada para o mesmo fim de semana e que integrava o campeonato de Espanha da modalidade, ter sido cancelada.
Porém, o piloto ficou surpreendido quando, em Portugal, a organização lhe retirou o Sentinel do carro e levantou essa questão. “Em Espanha temos o Sentinel e aqui a organização mandou retirar o meu. O Sentinel é muito importante e há carros mais rápidos que eu que apitam e eu não os ouço, torna-se perigoso”.
Em Reguengos, no Rali TT Vinhos Carmim, esta mesma situação já tinha sido levantada numa prova marcada pelo pó e que gerou algumas situações em que o Sentinel teria sido uma boa ajuda. De recordar que Paulo Rui Ferreira rodou cerca de 100 km do primeiro Setor Seletivo no pó de Pedro Grancha, explicando que não tinha forma de o ‘avisar’ de que estava a andar mais rápido, numa altura em que Grancha estava a ter problemas em rolar com o seu BMW Serie 1 Proto.
Protagonista de algo insólito, André Amaral afirmou na altura que “a única forma de me deixarem passar era batendo neles, bati em três!” O piloto do Mercedes Proto afirmou que o “Sentinel é um conforto, podemos avisar um piloto a 500 metros”, por exemplo, “houve um piloto que lhe dei dois toques, ele ignorou, e então o terceiro foi mais forte, mas nós no carro, é difícil saber se o piloto esta a vir atrás de nós, ou se esta mais rápido que nós, só nos ganchos podemos olhar para trás e ter essa perceção”, finalizou.









