A dupla Luís Portela Morais e David Megre enfrentou novamente desafios no Rali Raid Portugal, mas a sua principal conquista foi a de cruzar a linha de chegada de uma etapa do Campeonato do Mundo. O piloto sublinhou a importância de completar a prova, apesar das adversidades. “O mais importante de tudo é que terminamos esta prova. Fazia questão disso. Depois fiquei também satisfeito porque, depois de tanto tempo sem correr, agora e sempre que não tivemos problemas, andámos ou na frente ou a disputar os primeiros lugares”, declarou Portela Morais, evidenciando o potencial da equipa quando livre de contratempos.
Problemas técnicos e a necessidade de análise profunda
Apesar dos momentos de brilho, a prova foi marcada por problemas mecânicos que comprometeram o desempenho. O piloto explicou a natureza dos incidentes: “Vamos ter de perceber porque é que determinadas coisas não correram bem, aprender a lição e corrigir. Hoje ficámos sem potência ao fim de trinta e poucos quilómetros.
Ainda parámos para mudar uma peça, mas não resultou. A caminho de Lisboa, nas subidas, o carro não passava dos 30km/h.” Estes contratempos, embora frustrantes, são vistos como oportunidades para uma análise rigorosa e para aprimorar o novo veículo.
Adaptação ao novo carro e olhos na Baja Portalegre 500
A transição para um novo carro exige tempo e quilómetros, e Luís Portela Morais reconhece a necessidade de uma adaptação contínua. “É um carro novo e também eu tenho de me adaptar a ele. Vamos trabalhar para estarmos na máxima força na Baja Portalegre 500”, afirmou o piloto, já com o olhar na próxima grande competição.
A Baja Portalegre 500, a decorrer entre 23 e 25 de outubro, será o palco para a equipa demonstrar os progressos alcançados. Antes, entre 10 e 17 de outubro, muitos dos pilotos do bp Ultimate Rali Raid Portugal estarão no Rallye du Maroc, a derradeira etapa do W2RC, enquanto outros se preparam para os desafios nacionais.












