Para Elisabete Jacinto, piloto do Team Oleoban MAN Portugal, que já este ano esteve em destaque ao concluir o Rali da Tunísia em segundo, esta será a sua décima participação no Dakar, pese embora a primeira nos novos moldes da competição, condição idêntica para todos os outros participantes, de resto, mas que levanta muitas incógnitas quanto ao que se irá passar.
“Depois de três anos em que, com pompa e circunstância, o Dakar partiu de Portugal, os acontecimentos de Janeiro de 2008 ditaram que a prova rumasse agora a outro continente. Vai ser, por certo, uma prova de grandes descobertas, razão pela qual faz todo o sentido que a partida simbólica tenha lugar no Padrão dos Descobrimentos”, começou por salientar a piloto portuguesa.
“O Todo-o-Terreno aventurou-se durante muito anos em África e parte agora rumo à América do Sul onde, no plano desportivo espero mostrar toda a nossa evolução e terminar entre os primeiros da classe onde o nosso MAN está inserido”, acrescentou, ressalvando, contudo, que o seu “coração” continua em África.
“A importância de África mantém-se e pela minha parte estou a trabalhar num projecto que pretende ser uma homenagem ao continente que, ao longo de dez anos, me proporcionou momentos tão ricos e inesquecíveis. Com inauguração agendada para 17 de Dezembro, vai estar patente aqui mesmo, no Padrão dos Descobrimentos, uma exposição fotográfica que se prolongará até Fevereiro”, explicou.
Leal dos Santos ambicioso
Depois de se tornar pioneiro na prova em Quads, quando participou em 2006 naquela categoria, Riocardo Leal dos Santos virou a sua atenção para os automóveis, não escondendo as suas ambições: “A minha aposta passa em primeiro lugar por ser a melhor equipa nacional mas acredito que posso também lutar com as melhores formações privadas 4×4 e a minha meta é terminar no pódio reservado a esta classificação.”
No entanto, o facto de a prova ter mudado de continente até pode ser benéfica para o piloto português, que já conhece um pouco do ambiente e das provas naquela zona do Hemisfério Sul.
“Já corri na Argentina em 2004, onde venci uma prova da Taça do Mundo nos Quad e a imagem que transporto comigo desses dias é fantástica. Acho que este Dakar vai ser o melhor de sempre. As pistas são muito variadas e são todas magníficas para competição em todo o terreno. As paisagens são lindíssimas e as pessoas são de uma enorme simpatia.”












