Quad: Duelo França/Argentina com Chile pelo meio
A categoria Quad no Dakar nasceu apenas na América do Sul. Os Quad já corriam mas não existia uma classificação própria, pelo que não é de estranhar que os triunfos se dividam muito entre os sul americanos, argentinos e chilenos, com honrosas exceções de um checo, polaco e russo.
Tudo começou com o checo Josef Machacek em 2009, curiosamente um piloto que também já venceu nos SSV T3. Depois veio o ‘reino’ dos Patronelli, Marcos e Alejandro Patronelli, do Chile, Ignacio Casale venceu três vezes mas o ano passado foi o francês Alexandre Giroud a triunfar, estendendo depois a sua hegemonia durante toda a época do Mundial de TT.
Embora esta performance dominante o ‘marque’ como favorito, o plantel de 19 pilotos – no qual os quads de 700 cc da Yamaha são o veículo de eleição – está repleto de pilotos com vontade de ascender ao trono.
Alexandre Giroud teve de esperar até à sua sexta tentativa para finalmente se colocar no degrau superior do pódio. Daniel Giroud, seu pai, tinha-se tornado o primeiro piloto a chegar ao Lago Rosa num Quad, em 1997, quando a categoria nem sequer existia oficialmente.
Estes veículos ‘estranhos’ tomaram o Dakar de assalto desde então e viveram uma era dourada na América do Sul, onde os Quads passaram a fazer parte da vida quotidiana.
Agora, um plantel de especialistas está prestes a embrenhar-se numa corrida que se espera renhida.
A competição tem-se tornado cada vez mais feroz e os pretendentes ao triunfo têm menos espaço para erros do que nunca.
Mas o vencedor do ano passado não vai ter vida fácil pois é certo que a corrida vai ser equilibrada.
O ano passado Giroud beneficiou do abandono do seu rival mais próximo, Pablo Copetti, que este ano procurará ajustar as contas, tal como Manuel Andújar, vencedor de 2021, cuja defesa do título terminou em 2022 na etapa 6 devido a lesão.
Mais atrás no plantel, há vários pilotos com hipóteses à luz das suas anteriores façanhas e da semelhança técnica das suas máquinas. Por exemplo, outro argentino, Francisco Moreno, terminou em segundo lugar na sua estreia em janeiro último, enquanto o polaco Kamil Wiśniewski concluiu a prova de 2022 no pódio depois duma sequência de resultados encorajadora: 6º em 2019, 5º em 2020, 4º em 2021 e… 3º em 2022! O chileno Giovanni Enrico, segundos atrás de Andújar em 2021, pode também reacender a rivalidade chileno-argentina.
Outro cenário potencial é uma nova nacionalidade a irromper em cena. O eslovaco Juraj Varga e o lituano Laisvydas Kancius estão ansiosos por colocar os seus países no mapa, tal como o brasileiro Marcelo Medeiros (4º em 2018), o espanhol Toni Vingut (9º em 2021) e o piloto dos Emirados, Abdulaziz Ahli, pronto para a sua primeira aparição no Dakar após vencer o Abu Dhabi Desert Challenge há alguns meses.
FOTO-ASO-J. Delfosse/DPPI
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