A grande incógnita incógnita nesta edição do Dakar é a real competitividade da Peugeot, cujo 2008 DKR teve uma estreia desastrosa em 2015. A marca francesa reconheceu – embora não publicamente – que o seu buggy tinha um problema base de design.
Para 2016 operaram importantes modificações no chassis, geometria, suspensão e no turbo do motor. Se o novo 2008 DKR 16 estiver à altura das expectativas – e do investimento milionário do Grupo PSA -, o alinhamento de pilotos fará o resto pois a Peugeot tem, provavelmente, a equipa mais forte do plantel.
Tanto Stéphane Peterhansel como Carlos Sainz já provaram que podem ganhar o Dakar desde que tenham um carro suficientemente fiável. Cyril Despres deverá surgir mais forte que em 2015, onde teve apenas alguns meses para preparar a transição das motos para os automóveis. Romain Dumas foi uma contratação-surpresa para o Dakar e já sabe o que é vencer uma grande prova de Endurance na Velocidade, as 24 Horas de Le Mans.
Depois há… Sébastien Loeb. O simples facto de alinhar à partida faz de Loeb uma das ‘superstars’ deste Dakar. Toda a gente quer ver o que fará o piloto mais bem sucedido da história dos ralis – e que venceu corridas na sua incursão pelo FIA GT e pelo WTCC. Loeb é um talento nato do automobilismo e não será de admirar se vencer uma etapa nesta estreia – desde que o 2008 DKR seja minimamente competitivo. A seu lado, o navegador de sempre, Daniel Elena, o homem em quem Loeb continua a confiar apesar de o monegasco ser também um rookie no Dakar. A dupla francesa vai aprender tudo em 2016… mas não deverá demorar muito tempo a aproximar-se do topo da modalidade.










