Hélder Rodrigues regressou à marca com que obteve os melhores resultados da sua carreira e agora com todas as condições para voltar aos bons resultados.
Será possível repetir os pódios de 2011 e 2012? Aos 36 anos, Hélder Rodrigues chegou a uma fase da sua vida desportiva em que começa a ficar sem tempo para atingir o grande objetivo da sua carreira: ganhar um Dakar.
O piloto de Almargem do Bispo já conseguiu subir ao pódio por duas vezes, com os terceiros lugares em 2011 e 2012, mas aquela que parecia ser a grande oportunidade da sua carreira, através da poderosa Honda Racing Corporation, resultou em três anos algo frustrantes para o campeão do Mundo de 2011. Em novembro, o piloto português já tinha explicado ao MotoSport/AutoSport quais são as grandes diferenças que encontrou entre a Honda e a Yamaha: “Eu fiz um trabalho de base com os engenheiros da Honda, mas sinto que talvez por alguma dificuldade de comunicação ou pela visão diferente de algum departamento, só 90 por cento daquilo que foi sugerido acabou por ser aplicado na moto. E aqueles 10 por cento fizeram muita diferença porque tivemos problemas mecânicos nas três edições. Agora na Yamaha sinto que confiaram totalmente em mim no desenvolvimento da moto para o Dakar. Não tenho nada a apontar à Honda, foram anos muito importantes na minha vida e na minha carreira. Mas agora sinto que tenho todas as condições para voltar a andar na frente no Dakar”, referiu.
Mais tarde, Hélder Rodrigues voltou a afirmar que o regresso à Yamaha é um grande desafio para si enquanto piloto, mas também uma grande motivação. “Tentei trazer toda a minha experiência para evoluir a WR 450F e torná-la uma moto ganhadora.”
Vitória na Tunísia motivou A nova Yamaha não poderia ter um começo mais auspicioso, com Hélder Rodrigues a vencer o Rali da Tunísia em maio. Depois o italiano Alessandro Botturi também ganhou o Rali de Merzouga e desde então a Yamaha Racing Europe tem trabalhado para tentar acabar com a hegemonia da KTM. Algo que nunca será fácil, mesmo com um percurso algo diferente com a chegada de Marc Coma. “A entrada do Marc na organização deve trazer algumas mudanças à corrida. Eu espero um Dakar à antiga, muito difícil para as mecânicas e em termos de navegação. Estou confiante no trabalho que fizemos e parto com motivação para regressar aos bons resultados”. Recorde-se que, em nove participações no Dakar, Hélder Rodrigues nunca tinha ficado abaixo do nono lugar até à edição de 2015, onde foi 12º. Ainda assim, as duas etapas ganhas em janeiro de 2015 mostraram que o português continua competitivo. E, agora, mais determinado do que nunca com uma moto feita ‘à medida’.












