Dakar 2018, Carlos Sousa: “Não vai ser fácil mas podemos sonhar com o top 10”
Carlos Sousa esteve recentemente em testes com o Renault/Duster com que vai regressar ao Dakar. O ‘shakedown’ do carro realizou-se perto de Buenos Aires e as primeiras impressões são bastante positivas. Recorde-se que este é o sexto ano consecutivo que os Duster inscritos pela Renault Sport Argentina disputam o Dakar. Equipados com um motor V8 da Aliança Renault-Nissan, com 390 cv de potência, os Duster ‘querem’ ser uma das surpresas da prova, beneficiando da experiência e da rapidez dos dois pilotos da equipa, Carlos Sousa e o argentino Emiliano Spataro. Para o português, esta será a sua 18ª participação no Dakar, e logo com uma estreia na bacquet do lado direito, o francês Pascal Maimon, navegador que, em 2002, cometeu a proeza de vencer o Dakar, ao lado do japonês Hiroshi Masuoka. O Dakar 2018 decorrerá entre os dias 6 e 20 de janeiro, com passagem pelo Perú, Bolívia e Argentina.
O que achaste do carro?
“O Duster está muito bem construído. Gostei do seu comportamento e do motor. A equipa é muito profissional e já se vive uma grande azáfama, pois estamos a duas semanas do início da prova”.
Rodaram muito?
“Como não houve a possibilidade de fazermos o teste mais cedo, optámos por fazer poucos quilómetros. Os pisos também tinham zonas com lama, devido à chuva que tem caído na região pelo que, a duas semanas do início da prova, não quisemos arriscar”.
Impressões globais do carro? As tuas cinco últimas participações foram ao volante de viaturas a diesel…
“O Duster está muito bem construído. É um automóvel muito sólido. Gostei do seu comportamento e do motor. No entanto, admito que estranhei o regresso à condução de um carro equipado com motor a gasolina. Um motor que tem menos binário nos baixos regimes, obrigando a uma pilotagem completamente diferente, com mais recurso à caixa de velocidades e a rotações mais elevadas. Mas, se tudo correr bem, no final da terceira etapa, a adaptação está feita!”
Os objetivos que apontaste, são os mesmos?
“Podemos sonhar com a conquista de um resultado final nos dez primeiros. Não vai ser nada fácil, tendo em conta a dureza da prova, bem como a quantidade e a qualidade dos inscritos, mas acredito nessa possibilidade. No entanto, as primeiras etapas não vão ser fáceis. O Dakar 2018 começa logo com as dunas do Perú, onde vou procurar readquirir o ritmo e adaptar-me ao Duster. Vai ser duro, mas o Duster parece preparado para enfrentar a dureza da prova. Na sequência do teste, só fiquei com a ideia que talvez esteja equipado com uma relação de caixa algo ‘curta’, o que poderá ser uma limitação nas etapas mais rápidas.”
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João Pereira
22 Dezembro, 2017 at 17:37
A caixa curta, deve ser para compensar a falta de binário do motor, e poupar embraiagem, principalmente na areia.
Curiosamente, ele diz que tem (e tem mesmo) muita experiência em areia, e a prova começa logo em areia, no entanto diz que vai precisar de 3 dias para se adaptar ao motor a gasolina, que ainda por cima não é o ideal para a areia. Parece que o inicio da prova vai ser bastante complicado para o Carlos, num terreno em que ele poderia fazer alguma diferença, vai ter que aprender um carro que ainda por cima não é o ideal para esse tipo de pistas.
Depois, quando já estiver adaptado ao carro, vai ter que lidar com falta de velocidade, num terreno em que os pilotos de rali com carros velozes, vão ter vantagem.
O sacano do carro não está adaptado para nadaa
Acho que vai ter que ser sempre o mais rápido que puder, sem pensar em poupar a mecânica e sem cair num buraco como na última participação com o Mitsubishi brasileiro. Se conseguir entrar nos 10 primeiros já vai ser uma grande vitória.
Força Carlos! Se há alguém capaz de levar esse “charuto” ao top ten, és tu, assim o Pascal Maiman te ajude, e também a “suposta robustez” do Dacia Duster com chassis da Nissan Navara, e motor do Nissan Titan ou lá que raio de coisa é essa a que chamam Renault.
[email protected]
22 Dezembro, 2017 at 22:56
Força, Carlos!!!!!!
Estamos todos contigo,,,,,,,mais uma vez!!!!!!