A Toyota começou bem um ano, mas a irregularidade de resultados tem pautado a sua temporada. Com o Rali da Finlândia pela frente, é uma boa oportunidade para voltar ao topo, já que o ano passado os seus pilotos dominaram por completo esta prova. Jari-Matti Latvala tem aqui uma boa hipótese de mudar o atual estado das coisas, pois ter quase metade dos pontos de Esapekka Lappi não lhe augura grande futuro…
O facto mais significativo na Toyota este ano teve a ver com a chegada de Tänak, vindo da M-Sport, onde estava frustrado em virtude de, cada vez mais, se afigurar como segundo piloto, ‘atrás’ de Ogier. Não é isso que o estónio quer para a sua carreira e daí que preferisse rumar à equipa de Tommi Makinen. E Tänak foi de imediato o melhor Toyota em Monte Carlo, atrás de Ogier, um resultado encorajador que o catapultou para ser a grande distância o mais destacado piloto da equipa este ano. Até aqui, pelo menos…
A Toyota começou bastante bem o ano ao colocar dois pilotos no pódio do Rali de Monte Carlo, só que desde aí, estranhamente, só Tänak conseguiu resultados relevantes, sendo no entanto mais as vezes que não pontua do que o contrário. Ou seja, sempre que teve uma prova ‘normal’, Tänak foi… primeiro ou segundo! É verdade que pelo meio houve aqui acidentes, mas a mecânica é ‘coisa’ que a Toyota ainda não domina da melhor forma. Por exemplo, na México, o estónio teve uma falha no turbo do seu Toyota Yaris WRC, na Córsega teve um bom resultado, um segundo lugar, novamente em asfalto, surgindo depois a vitória na Argentina. Depois, dois maus resultados, ao abandonar no Rali de Portugal, quando liderava a prova, devido a acidente, e um resultado condicionado devido a uma má aterragem de um salto na Sardenha, que causou danos ao Yaris.
Já o ‘chefe de fila’ na Toyota (por enquanto), Jari-Matti Latvala, tem vindo a prosseguir a sua carreira irregular na estrutura. Começou bem no Monte Carlo, mas depois de dois inócuos (para a sua valia) sétimo e oitavo lugares na Suécia e no México, eis que abandona em três ralis seguidos. Muito pouco para um piloto da estirpe de Latvala que começa a ficar em sério risco no seio da equipa.
Os seus ‘azares’ trouxeram para a ribalta o terceiro piloto da Toyota, Esapekka Lappi, que saiu de estrada no Rali do México, mas que tem vindo a alcançar resultados consistentes nas restantes provas, tendo mesmo obtido um pódio em Itália. Com a sua regularidade, é – veja-se bem – quarto classificado no Mundial de Pilotos, levando a que a Toyota seja a única equipa com dois pilotos nos quatro primeiras classificados da competição.
Voltando atrás, no Monte Carlo, sem o azar de Esapekka Lappi no último troço, quando apanhou areia no piso e saiu de estrada caindo de 4º para 7º, a Toyota teria ocupado todas as posições entre o segundo e o quarto lugar.
Na Suécia, os Yaris voltaram a revelar-se rápidos na neve, ao alcançarem o melhor tempo em oito ocasiões.
Já no México, desilusão. Um 8º, 11º e 14º lugares num rali em que quase tudo correu mal à equipa, sendo o único ponto positivo o facto de Ott Tänak e Jari-Matti Latvala terem feito dobradinha na PowerStage. Na Córsega, a Toyota reagiu, com Tänak a ser segundo e com Esapekka Lappi a ser o piloto que mais troços ganhou nesse rali. O Rali da Argentina saldou-se pela única vitória de Tänak até agora, mas a verdade é que o estónio está ainda muito irregular, e em Portugal voltou a comprometer um bom resultado, ao bater numa pedra que apareceu na estrada depois duma passagem de um concorrente à sua frente, e danificar seriamente o Yaris. Depois da exibição na Argentina, a Toyota era uma forte candidata à vitória em Portugal, só que tanto o estónio como o veterano finlandês ficaram KO nos dois primeiros troços a ‘sério’ do rali.
Já em Itália, foi Esapekka Lappi quem salvou a honra do convento ao terminar no pódio. Enquanto isso, Tommi Makkinen mostrava o seu desagrado pelo facto de Latvala ter deixado o carro ir abaixo num gancho da Power Stage.











