WRC, Rali da Polónia: muita variedade em termos de estratégia de pneus
Kalle Rovanperä venceu o Rali da Polónia depois de ter sido chamado à última hora pela Toyota para substituir Sébastien Ogier, que teve de desistir após um acidente de viação durante a fase de reconhecimento. Andreas Mikkelsen realizou um dos poucos ralis para que é chamado hoje em dia pela Hyundai e correspondeu, lutando pelo triunfo
Todos estes regressos inesperados foram do agrado dos espectadores, que assistiram a um evento muito disputado, com muita emoção, em que a fiabilidade dos pneus se revelou vital nas estradas rápidas de terra, escorregadias e sujas nas primeiras passagens, que depois se tornaram mais abrasivas nas segundas, devido às temperaturas elevadas. Estas condições colocaram algumas questões às equipas sobre a melhor combinação de pneus a usar, resultando frequentemente em várias estratégias diferentes.
Enquanto na manhã de sexta-feira todas as equipas foram unânimes na escolha dos pneus macios e apenas um suplente, à tarde, ao enfrentar as superfícies mais abrasivas, a maioria dos pilotos optou pelos pneus macios, com as únicas e importantes exceções sendo Rovanperä, Evans e Katsuta (2 duros e 3 macios) e Mikkelsen (2 duros e 4 macios), este último perdendo terreno para o finlandês numa parte inicial antes de terminar o dia na liderança.
Os pneus macios ainda foram a escolha principal na manhã de sábado, mas à tarde houve algumas escolhas diferentes entre as equipas. Mikkelsen optou pelos pneus duros, mas sem obter uma grande vantagem sobre os seus rivais mais próximos, Rovanperä e Evans, que tinham optado por apenas um macio e quatro duros.
As escolhas também se dividiram para os troços da manhã de domingo. O pneu mais popular foi, como esperado, o macio, mas o duro também entrou em jogo como o quinto pneu para a maioria das equipas. Os únicos a optarem exclusivamente pelos Scorpion Macios foram os pilotos da Toyota, que se fizeram acompanhar de 5 unidades.
É de notar as altas velocidades médias, com Thierry Neuville a estabelecer o recorde com uma velocidade média de 133 km/h, contra 100 km/h no Rali de Portugal e 90 km/h na Sardenha.
Para Terenzio Testoni, responsável Pirelli pelas atividades de Rali: “Atualmente, é bastante incomum vermos esta variedade em termos de estratégia nos ralis de terra do campeonato mundial. Os pilotos estão bem conscientes da versatilidade do Scorpion Macio e confiam frequentemente nele em todas as condições.
Neste rali, a estratégia foi geralmente ditada pelos diferentes estilos de condução, como no caso de Mikkelsen, que geralmente prefere os compostos mais duros, e porque o rali da Polónia é uma novidade relativa, tendo estado ausente do calendário do campeonato mundial nos últimos sete anos.
No final, aqueles que optaram pelo macio, que era a opção principal, alcançaram um melhor desempenho. O que é claro é que a versão atualizada do Scorpion, que introduzimos, também passou no teste de alta velocidade com distinção. Vamos ver o que acontece na Letónia, onde espero superfícies semelhantes às encontradas aqui na Polónia.”
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