Começa a ser altura de todos os que achavam que o primeiro dia do Rali da Estónia de Oliver Solberg (Toyota GR Yaris Rally1) tinha servido como afirmação, e que agora tudo voltaria ao normal, mas a verdade é que hoje já lá vão dois troços e duas vitórias do jovem sueco, que desta forma alarga a sua vantagem na prova para lá dos vinte segundos, 21.2s!
Esperava-se que Ott Tänak Martin (Hyundai I20 N Rally1), Thierry Neuville (Hyundai I20 N Rally1) e Kalle Rovanperä (Toyota Gr Yaris Rally1) atacassem e começassem a aproximar-se e eventualmente passar Solberg, mas não é nada disso que está a suceder e é melhor começarmos a desconfiar que se pode estar a fazer história no WRC.
Recorde-se que até hoje, somente Kalle Rovanperä, filho de Harri Rovanperä, venceu, tal como o pai, uma prova do WRC. Harri Rovanperä venceu o Rali da Suécia em 2001. Kalle Rovanperä, por sua vez, tornou-se o mais jovem campeão mundial de ralis em 2022 e já venceu vários ralis no WRC.
Oliver Solberg, filho do campeão mundial de 2003, Petter Solberg, pode nesta prova fazer algo semelhante. Se não o conseguir neste rali, pelo menos está a deixar claro que mais cedo ou mais tarde o vai conseguir.
Ott Tänak Martin (Hyundai I20 N Rally1) foi segundo na frente de Thierry Neuville (Hyundai I20 N Rally1) e Kalle Rovanperä (Toyota Gr Yaris Rally1), pelo que as margens do trio alargaram-se novamente, com o estónio a assumir de novo o segundo lugar da classificação geral. A margem entre os três é agora 10.6s.
O mais curioso é que enquanto Oliver Solberg continua a dizer que isto é tudo uma maravilha, Tanak, Neuville e Rovanpera desfazem-se em queixas…
“Não há nada que possa fazer. Também neste troço tive que ter muito cuidado”, Tanak.
“Estou apenas a tentar passar os troços. Fui um pouco cauteloso, não confiei nas notas em alguns pontos onde a pista era estreita e havia árvores próximas. Estamos sempre a perder algumas peças (do carro) aqui e ali. Não é o ideal”, Neuville.
“Um pouco mais difícil do que o primeiro. No início, tive muitas dificuldades. Simplesmente não me sentia bem.
A base da estrada é muito dura, mas nas partes estreitas é macia e podemos ser mais rápidos”, Rovanperä. Enquanto isto, Oliver Solberg soma e segue.
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