O troço de 47,18 km de Castagniccia – o mais longo do Rali da Córsega – foi sempre considerado difícil devido à sua extensão, desde que é conhecido o traçado da prova. Mas nos reconhecimentos, as equipas ficaram a perceber que têm pela frente um desafio extra para o qual terão de estar preparadas quando o enfrentarem duas vezes no sábado. Uma parte da estrada foi apenas parcialmente reabilitada, o que significa que os carros terão de conduzir cerca de 6 km numa mistura invulgar de asfalto fresco e terra escorregadia.

Kris Meeke, piloto da Toyota Gazoo Racing, descreveu o desafio: “Entramos numa secção em que a estrada foi apenas meio alcatroada durante cerca de 5 ou 6 quilómetros. Temos terra à esquerda e à direita, e no meio. Isso é um pouco estranho e um pouco complicado, mas enfim, é a Córsega”.
Sébastien Loeb, que só competiu uma vez na ilha do Mediterrâneo desde que conquistou a sua última vitória lá, em 2008, admitiu não gostar da perspetiva de conduzir numa secção de superfície mista: “Para mim, não gosto”, disse o nove vezes campeão. “A estrada não está terminada. A metade do meio da estrada está em terra e a outra parte em asfalto. Você não sabe se tem que pilotar para a esquerda ou para a direita.
Meeke, por sua vez, reconheceu que as condições do troço fazem parte do desafio único que a Córsega apresenta e que caberá às equipas ajustar a sua abordagem: “Como temos visto na Córsega todos os anos, quem entrar no ritmo e no fluxo, vai mantê-lo todo o rali. Esse pormenor é diferente [a secção parcialmente asfaltada] do resto. Mas para mim, se o seu ritmo fluir bem, seremos capazes de nos adaptar”.












