Emil Lindholm (Skoda Fabia Rally2 evo) venceu o WRC2 no EKO Acropolis Rally Grécia numa prova em que Andreas Mikkelsen complicou bastante as suas contas para o título.
Lindholm foi para a liderança logo na manhã de sexta-feira e nunca mais de lá saiu, gerindo bem o rali tirando o pé quando os pisos se apresentavam mais duros. Venceu duas especiais no primeiro dia e não mais voltou a fazê-lo, pois não precisava.
Chegou ao final do primeiro dia 30.5s na frente de Nikolay Gryazin (Skoda Fabia Rally2 evo), um ataque de Teemu Suninen (Hyundai i20 N Rally2) no segundo dia fez descer a margem para 23.4s agora para o seu compatriota, mas este teve problemas mecânicos no seu Hyundai e Gryazin voltou ao segundo lugar, mas já a 44.6s. No último dia, Lindholm limitou-se a gerir e a vencer.
Teemu Suninen acabou desclassificado devido a uma infração técnica e Lindholm admitiu que o champanhe tinha um sabor muito mais doce desta vez: “Ganhámos este rali ao nosso ritmo e estou muito feliz. Eu sabia quando aqui chegámos que poderia ser uma boa prova para nós, mas há sempre pontos de interrogação e muitos riscos. Conseguimos vencer e estou muito grato à equipa por nos ter proporcionado um carro que pudesse ‘sobreviver’ nestas condições”, acrescentou.
Nikolay Gryazin foi segundo, conseguindo manter-se seguro nessa posição, e Yohan Rossel estava no caminho certo para completar o pódio, até que um erro num gancho, levou-o a um capotanço com o Citroën C3 Rally2 a ficar ‘deitado’ na estrada e fora da luta pela prova, isto já na PowerStage. Andreas Mikkelsen bateu na super especial, foi penalizado e durante a prova apesar de ter conseguido vencer alguns troços, cedo percebeu que não conseguiria recuperar muito. Complicou bastante as suas contas no WRC2, porque apesar de ainda estar destacado no campeonato, terminou a sua época com o sétimo rali em que poderia pontuar e com dois abandonos pelo meio, está com o ‘pé atrás’. Não só porque Emil Lindholm subiu para o segundo lugar no campeonato e ainda poderá disputar o título em Espanha bem como Kajto Kajetanowicz terá a oportunidade na Nova Zelândia de fazer uma boa pontuação, e com boa regularidade podem perfeitamente passar Mikkelsen, que vai precisar de alguma sorte, e agora já só pode ser campeão a ver pela TV.
Alexandros Tsouloftas (Volkswagen Polo GTI R5) foi terceiro na frente de Eyvind Brynildsen.
Diego Dominguez vence WRC3
Diego Dominguez venceu o WRC3 Open numa prova de sobrevivência em que foram enormes as margens entre os diversos concorrentes. No final da PE2 era de 29.1s a margem entre primeiro e segundo, no fim do 1º dia 1m15.6s, no fim do segundo, mais ou menos a mesma, mas com outros protagonistas, ou seja, os problemas foram alterando a classificação, não a luta direta. Se é difícil para os Rally1, imagine-se para os amadores do WRC3. O jovem paraguaio liderou a categoria nas suas duas provas anteriores em Itália e no Quénia, mas foi forçado a abandonar, mas não desta vez, em que venceu: “É um sentimento que nunca tive. Sempre foi um sonho meu ganhar um evento do WRC e só estar aqui é espantoso, especialmente num evento como a Grécia”. Dominguez bateu Williams Creighton por 49,6s, Epaminondas Karanikolas completou o pódio 44.4s mais à frente.











